terça-feira, 23 de agosto de 2016

Práticas e Perigos da Mediunidade

Após terem negado, por longo
Após terem negado, por longo
Após terem negado, por longo tempo, a realidade dos fenômenos espíritas, numerosos contraditores, vencidos pela evidência, mudam, agora, de tática e nos dizem: Sim, o Espiritismo é verdadeiro, porém a sua prática está cheia de perigos.

Não se poderia contestar que o Espiritismo oferece perigo aos imprudentes que, sem estudos prévios,
sem preparação, sem método, sem proteção eficaz, entregam-se às pesquisas sobre o invisível.

Fazendo da experimentação um jogo, um divertimento frívolo, atraem para si os elementos inferiores
do mundo invisível, de cujas influências fatalmente sofrem.

Entretanto, esses perigos têm sido muito exagerados. Em todas as coisas, há precauções a tomar. A Física, a Química, a Medicina também exigem estudos prolongados, e o ignorante que quisesse manipular substâncias químicas, explosivos ou tóxicos, exporia, por isso mesmo, sua saúde e sua vida. Não há uma única coisa, conforme o uso que dela fizermos, que seja boa ou má. É injusto, em todo caso, fazer sobressair o lado mau das práticas espíritas, sem assinalar os benefícios que dela decorrem e que sobrepujam os abusos e as decepções.


Nenhum progresso, nenhuma descoberta se realiza sem riscos. Se tivessem recusado, desde a origem dos tempos, a se aventurar no oceano, porque a navegação comporta perigos, qual seria o resultado disso? A Humanidade, fragmentada em famílias diversas, ter-se-ia confinado nos continentes e teria perdido todo proveito que retira das viagens e das permutas. O mundo invisível é também um vasto e profundo oceano semeado de escolhos, mas cheio de riquezas e de vida. Atrás do véu do Além, agitam-se multidões inumeráveis que temos interesse em conhecer, pois elas são depositárias do segredo do nosso próprio futuro. Daí, a necessidade de estudar, de explorar esse mundo invisível, de valorizar as forças, os recursos inesgotáveis que ele contém, recursos junto dos quais os da Terra parecerão, um dia, bem restritos.


Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível.

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