quarta-feira, 7 de setembro de 2016

No Serviço da Pregação

No Serviço da Pregação
No Serviço da Pregação
Lembremo-nos de que Jesus foi o maior orador a serviço da Boa Nova que a humanidade já recebeu.

Cônscio do seu mister, o Cristo procurava reunir o povo e pregava seus belos discursos, tendo como palco a Palestina e como cenário a simplicidade excelsa da natureza. Periodicamente, fazia das colinas da Cidade Santa sua tribuna, iluminada por fulgentes instruções, aproveitando dos costumes do seu povo para, pedagogicamente, construir as lindas parábolas que coroam o Novo Testamento.

Viajou de maneira incansável, irradiando seu verbo aos israelitas na pureza profunda das suas verdades.

Nas pregações, Jesus foi absolutamente respeitoso, sua seriedade e inteligência impressionavam os céticos; desejava esclarecer o povo e não poupou esforços para que sua mensagem atingisse os necessitados em toda parte.

Jamais faltou com o respeito, seu objetivo era esclarecimento e conforto de toda gente. Não se utilizou, porém, de recursos menos dignos para aglutinar as massas, não fez promessas de curar corpos ou espetáculos fenomênicos, não se apresentou como um sacerdote da palavra, muito menos como um mambembe divertindo o vulgo.


Os espíritas, ao assumirmos a tribuna, não esqueçamos de que representamos Jesus e não devemos faltar com a seriedade, sob pena de desfigurarmos os seus ensinos.

A tribuna é coisa séria e não deve ser confiada aos descomprometidos, levianos e bufões, mas sim aos efetivamente espíritas, conhecedores do Consolador, comprometendo-se a divulgá-lo com competência e, sobretudo, vivendo a mensagem que propagam.

Na atualidade, evitemos que os pândegos se apossem de nossas Casas; que os jovens tragam os ritmos de moda para nossos Centros; que os apelativos do mundo, na luta contra a depressão, façam da alegria desvairada e da música sem conteúdo moral o móvel de nossas reuniões.

Na hora da pregação, enquanto os oradores rememoram os pontos principais de nossa Doutrina ou apontam os feitos e ensinos de Jesus como convite à transformação moral, os Espíritos do Senhor valorizam e aproveitam da seriedade formada em nossos ambientes para promoverem, muitas vezes, os mais delicados casos de desobsessão.

Estudo, esclarecimento e consolo devem ser os precípuos objetivos de todo aquele que se levanta para pregar Espiritismo.

Quanto à alegria, demonstremo-la na alma, no trato cortês, na fraternidade cristã, no desejo de trabalhar expondo Allan Kardec aos que comparecem em nossos núcleos espíritas anelando conhecer a Verdade.

Não olvidemos de que o mundo já possui os seus representantes circenses, nossas Casas, porém, dispensam os truões e necessitam, mais do que nunca, revelar os autênticos prepostos de Jesus, nada mais!



Autora: Yvonne do Amaral Pereira
Do livro: Yvonne entre Nós. Lição 2.

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