terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Espírita diante do Mundo

O Espírita diante do Mundo
O Espírita diante do Mundo
“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob os olhos do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos.” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 10.)


(...) Como o espírita deve comportar-se diante de situações tão angustiantes como as que vivemos? 

Sabemos que não existe efeito sem causa. Almas que necessitavam passar por provações dolorosas foram reunidas, em determinadas circunstâncias, para sofrer o impacto da Lei. Umas libertaram-se; alçaram voos para regiões inimagináveis por elas mesmas quando estavam encarnadas. Outras ainda estão presas às sensações de dor, de sofrimento, de angústia. Aqueles que provocaram o mal permanecem enredados aos crimes que perpetraram.

E o espírita, como há de agir diante de tanta confusão? Devemos, em primeiro lugar, recordar a oração, a ligação com Deus, buscando contrapor ao desequilíbrio de tantas criaturas a vibração de equilíbrio que a oração traz; contrapor ao sentimento de vingança a mensagem de amor, de compreensão; contrapor ao sentimento de ódio a mensagem de confiança em Deus, que de tudo e de todas as coisas toma conta.


O espírita é aquele que não aplaude, ora. É aquele que não acusa nem alimentar especulações em torno das causas das dores, mas apenas se mantém em paz, com tranquilidade, evitando a expansão do mal, criando, ao contrário, o sentimento de pacificação, onde estiver, em torno das conversas que chegarem até ele. Pede sempre a Deus que abençoe a todos aqueles “que não sabem o que fazem”.

O espírita irá mais adiante: orará, fará preces por todos os que desencarnaram; dirá mentalmente aos que detêm o poder que eles pensem em paz; movimentará forças generosas, capazes de equilibrar o coração ferido dos pais, por exemplo, no sentido de que eles se lembrem de outros pais que sofreram a perda de filhos. Ele procurará, onde estiver, como estiver, elevar o pensamento a Deus, buscando o caminho do equilíbrio(...)

Busquemos a paz. Evitemos comentários negativos. Falemos de amor. Aprendamos a silenciar, quando nada mais pudermos dizer.

Sigamos adiante. O Cristo é o Mestre que conduz todas as atitudes do homem na Terra. Reações próprias da natureza humana serão a seu tempo reequilibradas pelas atitudes de amor, de vigilância, de paz, desse mesmo Cristo(...)

Graças a Deus, meus irmãos! Que a bondade de Deus, que pacifica a todos nós, conduza os nossos corações, hoje e sempre!

Vosso irmão Antonio de Aquino.

Muita paz, meus irmãos!


Autor: Antônio de Aquino
Do livro: Inspirações do Amor Único de Deus, vol. 1.

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