quinta-feira, 11 de maio de 2017

Civilização e Reino de Deus

Civilização e Reino de Deus
Civilização e Reino de Deus
“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com aparências exteriores” (Lucas, 17:20).


A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.

Cidades enormes são usadas, à feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por agrupamentos de milhões de pessoas.

A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do conforto doméstico.

A Ciência garante a higiene.

O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.

A imprensa e a rádio-televisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma faixa de pensamento.


A escola abrilhanta o cérebro.

A técnica orienta a indústria.

Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.

O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.

Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?

À frente desses empórios resplendentes de cultura e progresso material, recordemos a palavra dos instrutores de Allan Kardec, nas bases da Codificação do Espiritismo.

Perguntando a eles “por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa”, através da questão no 793, constante de O Livro dos Espíritos, deles recolheu a seguinte resposta:

“Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização”.

Espíritas, irmãos! Rememoremos a advertência do Cristo, quando nos afirma que o reino de Deus não vem até nós com aparências exteriores; para edificá-lo, não nos esqueçamos de que a Doutrina Espírita é a luz em nossas mãos. Reflitamos nisso.



Autor: Emmanuel
Do livro: Ceifa de Luz

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