quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os Médiuns

Os Médiuns
Os Médiuns
Os médiuns são os sensitivos, os clarividentes, aqueles cuja visão atravessa o nevoeiro opaco que nos esconde os mundos etéreos e que, através de um esclarecimento, chegam a entrever alguma coisa da vida celeste. Há até aqueles que têm a faculdade de ver os espíritos, deles ouvir a revelação das leis superiores.

Somos todos médiuns, é verdade, mas em graus bem diferentes. Muitos o são e o ignoram. Não há homens sobre os quais a influência, boa ou má, dos espíritos, não ajam. Vivemos no meio de uma multidão invisível que assiste, silenciosa, atenta, aos detalhes da nossa existência, participa pelo pensamento dos nossos trabalhos, das nossas alegrias, das nossas dores. Nessa multidão, tomaram lugar a maioria daqueles que reencontramos na Terra, e aos quais seguimos até o campo fúnebre a pobre vestimenta usada. Pais, amigos, indiferentes, inimigos, todos permanecem e são reconduzidos pela atração dos hábitos e das lembranças para os lugares e para os homens que conheceram. Esses seres invisíveis nos influenciam, nos observam, nos inspiram à nossa revelia e, em alguns casos, até, nos obsediam, nos perseguem com seu ódio e com sua vingança.


Todos os escritores conhecem as horas de inspiração, em que seu pensamento ilumina-se com claridades inesperadas, onde as ideias correm como uma torrente sob sua pluma. Qual de nós, nos momentos de tristeza, de abatimento, de desespero, não se sentiu reanimado, reconfortado por uma ação íntima e misteriosa? E os inventores, os pioneiros do progresso, todos aqueles que lutam para engrandecer o domínio e o poder da Humanidade, todos aqueles, não se beneficiaram do socorro invisível que nossos mais velhos sabem lhes trazer nas horas decisivas? Escritores subitamente inspirados, inventores frequentemente esclarecidos, são, igualmente, médiuns intuitivos e inconscientes.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte.

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