domingo, 11 de junho de 2017

Separação e Consciência

Separação e Consciência
Separação e Consciência
(...) A separação, seja qual for o tratamento legal com que se recubra, seja separação simples, desquite ou divórcio, em sendo uma medida extrema para os envolvidos nas dificuldades, somente deveria ser evocada e aplicada em casos igualmente extremos, quando o desrespeito humano chegasse ao absurdo ou a violência despenhasse para a agressão física ou para os disparates morais, capazes de promover ainda piores resultados. 

Ninguém deverá ser forçado a conviver com alguém com quem não se ajusta ou não mais se ajusta, quando tenha tido o ensejo da experiência a dois. Ao mesmo tempo não se deverá menosprezar os sinais da responsabilidade decorrente das escolhas levianas, dos conúbios da paixão enganadora, nos quais um procura iludir o outro com mentirosos envolvimentos para o abandono de mais tarde. 

Sem hesitação, afirmamos que toda separação traumatiza o psiquismo de um ou de outro, ou dos dois, em admitindo que as pessoas não são feitas de mármore, frias, ainda que tentem passar essa imagem aos que as cercam ou se esforcem por não incomodar os afetos e amigos. (...) 


Minha irmã e meu irmão, ninguém duvida das lutas e das frustrações que costumam perturbar a senda dos seus anseios matrimoniais. Ninguém seria tolo ao ponte de descrer dessas problemáticas portas adentro do seu refúgio doméstico. Entretanto, pensem que a separação não deverá ser a primeira opção na pauta de soluções dos seus dramas conjugais. (...) 

É válido tentar-se o diálogo esclarecedor, o carinho límpido, o acompanhamento solidário, a oração honesta e profunda, a prodigiosa cooperação fluidoterápica ou mesmo a procura de algum profissional equilibrado digno, que respeite a construção familiar, a fim de evitar a separação definitiva.


A consciência do dever cumprido, porém, e a certeza de que tudo foi tentado em nome do bom senso e da grandeza moral, para a mantença do ninho doméstico, permitirá a uma parte ou a outra o desatamento dos vínculos sociais do consórcio matrimonial, muito embora não se possa garantir o desatamento dos vínculos espirituais que estejam nas bases do processo conjugal. 

Evite, então, o quanto possa, a opção do abandono do outro, principalmente se você, por crer em Deus e nas suas Leis de sabedoria plena, estiver disposto a testar as suas próprias resistências e convicções, suportando um pouco mais e, além disso, contribuir para que tudo possa modificar-se de maneira mais feliz. 



Autora: Thereza de Brito
Do livro: Vereda Familiar

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