segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Educação e papel dos médiuns

Educação e papel dos médiuns
Educação e papel dos médiuns
Na Antiguidade, os sujets jovens, revelando aptidões especiais, eram retirados do mundo, colocados fora de qualquer influência degradante, nos lugares consagrados ao culto, cercados de tudo o que podia elevar seu pensamento e seu coração, neles desenvolver o sentido do belo. Assim eram as virgens vestais, as druidisas, as sibilas, etc.

Aconteceria o mesmo com as escolas de profetas e videntes da Judeia, colocadas longe do ruído das cidades. No silêncio do deserto, na paz dos cimos, os iniciados sabiam atrair para si as influências superiores e interrogar o invisível. Graças a essa educação, chegava-se a resultados que nos surpreendem.

Tais procedimentos são inaplicáveis hoje. As exigências sociais nem sempre permitem ao médium consagrar-se como conviria à cultura de suas faculdades. Sua atenção é desviada por mil necessidades da vida em família, suas aspirações, entravadas pelo contato de uma sociedade mais ou menos frívola e corrompida.


Frequentemente ele é chamado a exercer suas aptidões nos meios impregnados de fluidos impuros, de vibrações inarmônicas, que reagem sobre seu organismo tão impressionável e nele causam a perturbação, a desordem.

É preciso, pelo menos, que o médium, compenetrado da utilidade e da grandeza de seu papel, se aplique em aumentar seus conhecimentos e procure espiritualizar-se no sentido mais amplo; que crie para si horas de recolhimento e que tente, então, pela visão interior, chegar até as coisas divinas, até a
beleza eterna e perfeita. Quanto maior a inteligência, o saber, a moralidade, desenvolvidos nele, mais ele se tornará apto a servir de intermediário para as grandes almas do Espaço.

Uma organização prática do Espiritismo comportará, no futuro, a criação de asilos especiais, onde os médiuns estarão reunidos, com os meios materiais de existência, as satisfações do espírito e do coração, as inspirações da arte e da Natureza, tudo o que pode imprimir às suas faculdades um caráter de pureza, de elevação, fazendo reinar em torno deles uma atmosfera de paz e de confiança.



Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível

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