sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Evolução e Finalidade da Alma

Evolução e Finalidade da Alma
Evolução e Finalidade da Alma
Pouco a pouco, a alma se eleva e, à medida que sobe, acumula-se nela uma soma sempre crescente de saber e de virtude; sente-se mais estreitamente ligada a seus semelhantes; comunica-se mais intimamente som seu meio social e planetário.

Elevando-se cada vez mais, ela logo se une, por elos bem potentes, às sociedades do Espaço e, depois, ao Ser universal.

Assim, a vida do ser consciente é uma vida de solidariedade e de liberdade. Livre, no limite que lhe é assinalado pelas leis eternas, ele se torna o arquiteto de seu destino. Seu adiantamento é obra sua. Nenhuma fatalidade o oprime, a não ser a de seus próprios atos, cujas consequências sobre ele recaem. Mas ele só pode desenvolver-se e crescer na vida coletiva, com a ajuda de cada um e em proveito de todos. Quanto mais se eleva, mais se sente viver e sofrer em todos e por todos.

Em sua necessidade de elevação pessoal, chama a si todos os seres humanos que povoam os mundos onde viveu, para fazê-los atingir o estado espiritual. Quer fazer por eles o que seus irmãos mais velhos, os grandes espíritos que o guiaram em sua marcha, fizeram por ele.


A lei de justiça quer que, por sua vez, todas as almas se emancipem, libertando-se da vida inferior. Cada ser que conquista a consciência plena deve trabalhar, preparando para seus irmãos uma vida sustentável, uma condição social que comporte apenas a soma de males inevitáveis. Estes males, necessários ao funcionamento da lei de educação geral, jamais serão completamente suprimidos de nosso mundo. Eles representam uma das condições da vida terrestre. A matéria é o útil obstáculo; ela provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que o constrangem ao trabalho. E como, sem a tristeza, conhecer a alegria? Como, sem a sombra, apreciar a luz? Como, sem a privação, saborear o bem adquirido, a satisfação obtida? Eis por que as dificuldades encontram-se, sob todas as formas, em nós e à nossa volta.



Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino.

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