terça-feira, 31 de julho de 2018

Caminho de Luz.

Caminho de Luz.
Caminho de Luz.
Para qualquer estação de melhoria e progresso, aperfeiçoamento e elevação, o trabalho no bem será sempre o caminho de luz.

Se te dizes inexperiente, acharás no trabalho a precisa maturação.

Se te declaras em condições de fraqueza, é a escola que te fará forte, ante as exigências edificantes da vida.

Se te afirmas sem méritos, o trabalho é a via de acesso a eles.

Se inibições ou angústias te cerceiam as manifestações, é o processo mais rápido de extingui-las.

Se te asseveras nas sombras da ignorância, é a lâmpada acesa que te clareará a existência sob a forma de estudo, Se companheiros te abandonam, é o meio de obter outros muitos ao nível de teus encargos.

Se adversários te incomodam, é a norma de ação para que te respeitem.

Se a necessidade te bate à porta, é a providência com que a liquidas.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Evocações

Evocações
Evocações
O médium espírita não se prestará a reuniões particulares, permitindo que se façam evocações por seu intermédio.

O ambiente natural para o efetivo exercício da mediunidade é o centro espírita.

O médium consciente da sua responsabilidade não participará de reuniões mediúnicas que se improvisem nos lares, atendendo, não raro, a especulações de ordem pessoal dos integrantes.

A tarefa específica da desobsessão carece de ser levada a efeito no recinto que lhe seja próprio, com a disciplina indispensável ao seu bom êxito.

Admissível que, esporadicamente, aos espíritos familiares se manifestem no antigo reduto doméstico, consolando e incentivando os corações amados que necessitem registrar-lhes a palavra.

O médium desgarrado do grupo mediúnico acaba por render-se às exigências descabidas de quantos desejam beneficiar-se de suas faculdades.

domingo, 29 de julho de 2018

A Caridade

A Caridade
A Caridade
Que devotamentos obscuros entre os humildes! Que lutas heroicas e tenazes contra a adversidade! Pensemos nas inumeráveis famílias que vegetam sem apoio, sem socorro, nas crianças privadas do necessário, em todos esses seres que tiritam de frio, no fundo de casebres úmidos e sombrios ou em mansardas desoladas. Qual é o papel da mulher do povo, da mãe de família em tais lugares, quando o inverno se abate sobre a Terra, o fogão sem lume, a mesa sem alimentos, sobre o leito gelado farrapos substituem o cobertor vendido ou hipotecado para se ter pão! Seu sacrifício não é de todos os instantes? Como seu pobre coração se parte diante das dores dos seus! O ocioso opulento não deveria enrubescer de expor sua riqueza em meio a tanto sofrimento? Que responsabilidade esmagadora para ele se, no meio da sua abundância, esquece aqueles a quem a necessidade oprime!

Sem dúvida, muito lodo e coisas repugnantes se misturam às cenas da vida dos pequenos. Lamentos e blasfêmias, embriaguez e alcovitice, crianças desapiedadas e pais desalmados, todas as deformidades aí se confundem; mas sob esses exteriores repugnantes, é sempre a alma humana que sofre, a alma nossa irmã, cada vez mais digna de interesse e afeição.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A Melancolia

A Melancolia
A Melancolia
Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

O sentimento habitual do melancólico é o da tristeza profunda ante qualquer situação que o domine, que o prenda às sensações da Terra.

O melancólico, quase sempre, nos seus estados de torpor espiritual, não se recorda de Deus, não pensa nos seus guias espirituais e ignora que existe, além daqui, uma vida bem mais profunda e com maior condição de paz, de equilíbrio e de felicidade, como não se encontra na Terra. Pode-se dizer que os atacados de melancolia temporariamente se esquecem de Deus e da felicidade de espírito.

Como devemos agir quando nos sentimos desse modo? Como equilibrar a emoção, que às vezes é muito forte, a ponto de derribar a nossa alma?

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Vigia a Palavra

Vigia a Palavra
Vigia a Palavra
“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Mateus, 5:37.


Não utilizes a palavra a esmo e não deixes de ser transparente em tuas opiniões.

O sofisma é sempre uma artimanha das trevas para ocultar a verdade. Jesus falava com simplicidade e, porventura, quando os apóstolos não revelavam imediata compreensão das parábolas, dispunha-se a explicá-las para que não lhes sobrepairasse qualquer dúvida no espírito.

A palavra é a expressão do pensamento que, por sua vez, em última análise, é tua própria identidade.

O verbo excessivo, por mais eloquente e erudito, confunde, ao invés de esclarecer.

O Mestre foi claro quando sentenciou: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”.

A palavra é o instrumento do entendimento humano; os conflitos armados, a violência e toda e qualquer expressão do mal entre os homens costumam ser antecedidos por ela.

Fala sempre modulando a tua voz em vibrações de paz.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Em todos nós

Em todos nós
Em todos nós
Não podes negar que tiveste o Espírito ferido, nos dias que se foram, em situações desagradáveis, das quais te ficou na memória a figura de alguém por presença difícil. Daí não se infere que devas carregar no coração o retrato desse alguém conservado em vinagre.

Importa reconhecer que renovação e entendimento são cultiváveis no solo da alma, como acontece a qualquer vegetal nobre que não prescinde da cuidadosa atenção do agricultor.

Estabelecido esse princípio, podemos iniciar o trabalho da rearmonização, imaginando que depois das situações desagradáveis, a que nos reportamos, é provável tenhamos ficado na lembrança da criatura categorizada por nós, na condição de presença difícil, como sendo uma presença mais difícil ainda. Desse reconhecimento, será justo partir para a supressão definitiva do mal, afinando as cordas do sentimento pelo diapasão da tolerância, a fim de que não venhamos a falhar na execução da parte que nos compete, na orquestra da fraternidade humana, de que Jesus é para nós o Dirigente Perfeito.

sábado, 21 de julho de 2018

O Orgulho, Riqueza e Pobreza

O Orgulho, Riqueza e Pobreza
O Orgulho, Riqueza e Pobreza
Quando o espírito não se sente suficientemente armado contra as seduções da riqueza, deve afastar-se dessa prova perigosa, procurar, de preferência, uma vida simples, longe das vertigens da fortuna e da grandeza. Se, apesar de tudo, a sorte o destina a ocupar um lugar mais elevado nesse mundo, não deve se regozijar, pois sua responsabilidade e seus deveres serão muito mais extensos. Colocado nas fileiras inferiores da sociedade, não deve se ruborecer jamais. O papel dos humildes é o mais meritório; são eles que suportam todo o peso da civilização; é do seu trabalho que vive e se alimenta a Humanidade. O pobre deve ser sagrado para todos, pois foi pobre que Jesus quis nascer e morrer; foi a pobreza que escolheram Epiteto, Francisco de Assis, Miguel Angelo, Vicente de Paulo e tantos nobres espíritos que viveram nesse mundo. Eles sabem que o trabalho, as privações, o sofrimento desenvolvem as forças viris da alma, enquanto que a prosperidade as diminui. No desapego das coisas humanas, uns encontraram a santificação, outros a potência que faz o gênio.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O Reconhecimento

O Reconhecimento
O Reconhecimento
Um Espírito volta várias vezes a tomar novo corpo carnal sobre a Terra, nasce várias vezes a fim de tornar a conviver nas sociedades terrenas, como Homem, exatamente como este é levado a trocar de roupa muitas vezes...

(...) O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.

A volta de um suicida a um novo corpo carnal é a Lei. É Lei inevitável, irrevogável! É expiação irremediável, à qual terá de se submeter voluntariamente ou não, porque a seu próprio benefício outro recurso não haverá senão a repetição do programa terreno que deixou de executar.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Clareza de Pensamento

Clareza de Pensamento
Clareza de Pensamento
“Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade; seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de ideias e de expressões, claro, inteligível para todos, e não exige esforço para ser compreendido; têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância”. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIV, item 267–9º.)


Terão verdadeiramente clareza de pensamento aqueles que tratarem as “coisas simples” com a merecida importância, e as “coisas importantes” com a devida simplicidade.

Entre os inúmeros pensamentos iluminados de Blaise Pascal — matemático, filósofo e escritor francês do século XVII —, destacamos: “A eloquência é a arte de dizer as coisas de tal maneira que aqueles a quem se fala possam entendê-Ias sem esforço, cansaço, nem dificuldade, antes com interesse e prazer sufi cientes para que o amor-próprio os leve de boa vontade a refletir sobre elas”.

Em psicologia, “compensação” é um mecanismo de ajustamento ou de defesa? que leva o indivíduo a desenvolver certas potencialidades para suprir suas supostas deficiências. É um modo prático de purificar estímulos indesejáveis. Por exemplo: o pressuposto de se sentir sujo se transforma num excesso de limpeza. Um impulso de raiva pode emergir de nossa intimidade e ser forjado por uma atitude de extremada tolerância ou afabilidade. Uma criatura que cultiva um caráter de “certeza absoluta” passa a ter, imperceptivelmente, um “comportamento dogmático”, por causa de incertezas quanto à sua dignidade. Ou mesmo, um “pudor exagerado” é quase sempre uma compensação para refrear desejos sexuais naturais. Assim também, uma atitude de preocupação desmedida pela saúde de um parente poderá estar compensando um desejo inconsciente de se liberar da responsabilidade com esse mesmo familiar.

domingo, 15 de julho de 2018

Livre-Arbítrio e Providência Divina

Livre-Arbítrio e  Providência Divina
Livre-Arbítrio e  Providência Divina
A Providência é o farol aceso na noite para a salvação daqueles que erram no mar tempestuoso da vida... é o amor divino derramando-se em abundância sobre a criatura. (Léon Denis. Depois da Morte, cap. XL.)

Deus, Providência; espírito, livre-arbítrio.

Através de muito tempo, discute-se sobre o amor de Deus, capaz de ajudar ao homem na sua caminhada infinita em busca do progresso, como se esse amor fosse uma força alheia ao propósito maior divino: o de fazer com que o espírito progrida sempre e alcance a perfeição tão logo lhe seja possível.

O espírito, em sua caminhada para o infinito, toma decisões; acerta, erra, aprende, complica-se pelos erros cometidos, mas, pelo exercício do livre-arbítrio, cedo ou tarde, ele alcança o patamar da evolução e, prosseguindo na sua trajetória infinita, alcança o progresso.

sábado, 14 de julho de 2018

Por que ser médium?



Por que ser médium?
Por que ser médium?
O planejamento reencarnatório é um dos momentos de grande importância na vida do espírito errante. É o instante sublime para decidir como será sua próxima encarnação, que é o caso da maioria dos reencarnantes no planeta Terra, e esse processo se dá com o auxílio de experientes guias espirituais.

Se há necessidade de um planejamento reencarnatório é porque o espírito em questão precisa passar por situações de vivência corporal para se quitar com a Lei de Deus, já que a reencarnação é circunstância que Deus impõe aos espíritos recalcitrantes.

A reencarnação é em essência presente da misericórdia de Deus, que por amor e justiça, espera enquanto o filho aprende a viver para zelar pelo cumprimento da ordem universal, rumo à perfeição. É o processo vivo de Educação Espiritual.

Contudo nem todos a apreciam desse modo.

É então que a reencarnação pode ser vivida como expiação, isto é, o espírito vive como prisioneiro de suas próprias más ações cometidas em épocas pregressas. Se ainda não se arrependeu dos maus feitos, a dor será a disciplinadora. Se já se arrependeu, a dor expiatória pode ser abrandada através da reparação, que é fazer o bem àquele a quem se fez mal. [1]

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Justiça, Solidariedade, Responsabilidade

Justiça, Solidariedade, Responsabilidade
Justiça, Solidariedade, Responsabilidade
Essas observações novas vêm ainda fortalecer os laços que nos unem aos membros da grande família das almas. Encarnados ou desencarnados, todas as almas são irmãs. Criadas por seu pai comum que é Deus, perseguem destinos análogos. Todos os espíritos se devem um mútuo socorro. Alternadamente, protegidos e protetores, entreajudam-se na sua marcha e, através de serviços prestados, de provas suportadas em comum, fazem eclodir em si esses sentimentos de fraternidade e de amor que são uma das condições da vida superior, uma das formas da vida feliz.

Os laços que nos prendem a nossos irmãos do Espaço nos unem mais estreitamente ainda aos habitantes da Terra. Todos os homens, do mais selvagem ao mais civilizado, são espíritos semelhantes a nós, pela origem e pelos fins. No seu conjunto, constituem uma sociedade, em que todos os membros são solidários, onde cada um, trabalhando pelo seu progresso pessoal, deve participar do progresso e do bem de todos. A lei de justiça, sendo apenas a resultante dos atos, o encadeamento dos efeitos e das causas explica porque tantos males afligem à Humanidade.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Agradece Sempre

Agradece Sempre
Agradece Sempre
Rende graças todas as vezes que:

• a pedra te ferir os pés, induzindo-te à paciência;

• a ofensa te alcançar, convidando-te ao perdão;

• a luta te convidar ao esforço maior:

• a treva requisitar-te a acender uma luz.

Pela aceitação dos percalços naturais da jornada, serão reconhecidas as tuas disposições de realmente ascender nos rumos da perfeição, porquanto, sem que aceites as dificuldades e enfrentes os tropeços, não te distanciarás dos baixios da inércia, e a indecisão será a tua marca individual.

Não peças, portanto, o afastamento de tuas provações.

Suplica, sim, a coragem para aceitá-las e vencê-las.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Falsários do Além

Falsários do Além
Falsários do Além
Nas circunvizinhanças espirituais da Terra, enxameiam espíritos desocupados, aqueles que vadiam levianamente como se o mundo fosse para eles, mesmo depois de “mortos”, uma imensa “estação rodoviária”... São espíritos envolvidos pelas paixões materiais, inescrupulosos, desonestos, que se corrompem a troco de favores vis.

Esses espíritos frequentam os bares terrestres, casas de jogos, as esquinas das ruas movimentadas, as encruzilhadas nas periferias das cidades, as construções em ruínas, os apartamentos onde são produzidas as chamadas “festas de embalo”, os estabelecimentos bancários a que têm livre acesso e até mesmo os templos de fé mal orientados.

Esses infelizes companheiros da erraticidade aproveitam-se da invigilância das pessoas e dos médiuns imiscuindo-se nos seus assuntos de forma leviana e irresponsável. Podem perfeitamente aproximar-se de um medianeiro e, se estão por dentro de um assunto de determinada família, faz-se passar por um espírito familiar... Às vezes agem assim por falta de uma ocupação séria, mas, na maioria das vezes, planejam o que pretendem com antecedência e, como adverte Kardec, podem chegar ao cúmulo de imitar a caligrafia, a assinatura, ou o timbre de voz de um outro espírito. São os falsários do Além”, os que se especializaram na Terra em ludibriar as pessoas...

sábado, 7 de julho de 2018

Receita de Vida Eterna

Receita de Vida Eterna
Receita de Vida Eterna
Tantas vezes encontramos pela frente a parábola do Bom Samaritano e tantas outras nela encontramos inesperados ensinamentos.

Repetir costuma cansar, convenhamos.

Lições, contudo, existem semelhantes à luz solar que se rearticula, diariamente, criando vida renovadora.

Realmente, a história contada por Jesus expõe a caridade por brilhante divino, com revelações prismáticas de inexprimível beleza.

A atitude daquele cavaleiro desconhecido resume todo um compêndio de bondade.

Enquanto o sacerdote e o levita, pessoas de reconhecido valor intelectual, se afastam deliberadamente do ferido, o samaritano para sensibilizado.

Até aí, o assunto patenteia feição comum, porque nós todos, habitualmente, somos movidos à piedade, diante do sofrimento alheio.

Situemo-nos, entretanto, em lugar do viajante generoso...

Talvez estivesse ele com os minutos contados...

quinta-feira, 5 de julho de 2018

As Vidas Sucessivas, Reencarnação

As Vidas Sucessivas, Reencarnação
As Vidas Sucessivas, Reencarnação
Sob que forma se desenvolve a vida imortal e o que é, na realidade, a vida da alma? Para responder a essas questões, é preciso retornar à sua fonte e examinar no seu conjunto o problema das existências.

Sabemos que, no nosso globo, a vida aparece primeiramente sob os aspectos mais simples, mais elementares, para elevar-se, através de uma progressão constante, de formas em formas, de espécies em espécies, até o tipo humano, coroamento da criação terrestre. Gradualmente, os organismos se desenvolvem e se afinam, a sensibilidade aumenta. Lentamente, a vida se liberta dos liames da matéria; o instinto cego cede o lugar à inteligência e à razão.

Essa escala de evolução progressiva, cujos degraus inferiores mergulham num tenebroso abismo, cada alma a percorreu? Antes de adquirir a consciência e a liberdade, antes de se possuir, na plenitude da sua vontade, teve que animar os organismos rudimentares, revestir as formas inferiores da vida? O estudo do caráter humano, ainda impregnado de bestialidade, levar-nos-ia a crer nisso. Todavia, a questão permanece pendente.

O sentimento de justiça absoluta nos diz que o animal, tanto quanto o homem, não deve viver e sofrer para nada. Uma cadeia ascendente e contínua parece religar todas as criações, do mineral ao vegetal, do vegetal ao animal e desse ao homem. Ela pode religar duplamente ao material como ao espiritual. Essas duas formas de evolução seriam paralelas e solidárias, a vida sendo apenas uma manifestação do espírito.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Esquecimento

Esquecimento
Esquecimento
Não te rebeles contra o esquecimento em que te mergulhas, na experiência da Terra, e aprende a valorizar o minuto para materializar o bem, assim como o tecelão aproveita o fi o para fazer a própria vestidura.

Sob a neblina da carne, reencontramo-nos pontualmente uns com os outros para corrigir e sublimar.

A consanguinidade, por isso mesmo, quase sempre é o bendito santuário do reajuste.

Aí dentro, nos altares invisíveis do coração, é possível desculpar sempre, ajudar sem repouso e repetir suaves lições de humildade, a fim de que nossa alma se desenfaixe de pesados compromissos com as sombras.

Não te preocupes se a memória anestesiada pela Misericórdia Divina se revela incapaz de reconhecer os adversários e as afeições de ontem.

Em ti mesmo, por tuas tendências e princípios, sabes quem foste. E, em teu lar, pelos conflitos e necessidades que a experiência doméstica te apresenta, sabes o que deves.

Somos ainda o reflexo do que somos.

Obtemos do mundo o que merecemos.

domingo, 1 de julho de 2018

Vozes Obsessivas

Vozes Obsessivas
Vozes Obsessivas
Muito comum que, valendo-se da mediunidade clariaudiente de suas vítimas, os obsessores não lhes deem tréguas, fazendo-as escutá-los a todo instante, em seus termos obscenos e palavreado inconveniente...

Todavia o mais grave em semelhante caso é quando as entidades perseguidoras lhes “ordenam” atitudes agressivas contra o próximo, induzindo-as, inclusive, à prática de crimes hediondos. 

Rotular os médiuns clariaudientes de alucinados, reduzindo-os à condição de esquizofrênicos, é demasiado simples para a ciência materialista, que não admite a ideia da imortalidade... Catalogando os obsidiados à conta de doentes mentais, a ciência marginaliza os, imaginando solucionar o sério problema com intervir a nível do quimismo cerebral dos pacientes, quando não lhes prescreve cirurgias mutilantes na região dos lobos frontais.

Joana d’Arc, ouvindo “vozes” que inspiravam suas ações em defesa da Verdade, foi conduzida às fogueiras da Inquisição...

Milhares de medianeiros, no mundo inteiro, padeceram torturas inomináveis pelos que intentavam silenciar à sua sensibilidade psíquica as palavras que soavam inaudíveis aos seus ouvidos moucos...

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