domingo, 1 de julho de 2018

Vozes Obsessivas

Vozes Obsessivas
Vozes Obsessivas
Muito comum que, valendo-se da mediunidade clariaudiente de suas vítimas, os obsessores não lhes deem tréguas, fazendo-as escutá-los a todo instante, em seus termos obscenos e palavreado inconveniente...

Todavia o mais grave em semelhante caso é quando as entidades perseguidoras lhes “ordenam” atitudes agressivas contra o próximo, induzindo-as, inclusive, à prática de crimes hediondos. 

Rotular os médiuns clariaudientes de alucinados, reduzindo-os à condição de esquizofrênicos, é demasiado simples para a ciência materialista, que não admite a ideia da imortalidade... Catalogando os obsidiados à conta de doentes mentais, a ciência marginaliza os, imaginando solucionar o sério problema com intervir a nível do quimismo cerebral dos pacientes, quando não lhes prescreve cirurgias mutilantes na região dos lobos frontais.

Joana d’Arc, ouvindo “vozes” que inspiravam suas ações em defesa da Verdade, foi conduzida às fogueiras da Inquisição...

Milhares de medianeiros, no mundo inteiro, padeceram torturas inomináveis pelos que intentavam silenciar à sua sensibilidade psíquica as palavras que soavam inaudíveis aos seus ouvidos moucos...


Vozes instigando ao mal e vozes aconselhando ao bem são de todos os tempos e sempre ecoaram inarticuladas na Terra!

“Ouvir vozes”, portanto, é, para o homem, fenômeno muito mais comum do que se pensa; a questão é que ele toma estas “vozes” por seus próprios pensamentos, não sendo capaz de distinguir com clareza as reflexões que lhe pertencem daquelas que lhe são sugeridas...

Quando o médium não consegue fazer calarem-se as “vozes” que o perturbam, estas “vozes”, soando-lhe com frequência na acústica cerebral, podem induzi-lo a estado de hipnose mais ou menos profundo, obrigando-o a cometer lamentáveis equívocos, às vezes irreparáveis.

Quantos não têm sido arrastados ao suicídio ou à delinquência pelas “vozes” que não logram emudecer, opondo-lhes contrária argumentação?! Quantos, ao comando das “vozes” que os instruem, não planejam, dentro de casa, assassinatos ou furtos contra os familiares que lhes devotam extrema consideração?!...

Poderíamos dizer, sem o intuito de isentar o homem de sua responsabilidade, que quase todos os atos de violência cometidos no mundo são praticados com o auxílio de um comparsa espiritual, não raro o autor intelectual do crime perpetuado!

Em sua maioria, as pessoas, médiuns clariaudientes em potencial, porque não sabem separar o joio da insensatez do trigo da prudência, agem como se fossem marionetes ao impulso mental dos que lhes dominam a vontade... O processo pode ser tão sutil, que, diante do televisor, por exemplo, os espíritos obsessores fazem a palavra do locutor soar distorcida aos condutores auditivos daqueles a quem desejam dominar, alterando-lhes o sentido em sua própria dicção, quais técnicos de eletrônica que lograssem manipular o som na fonte da qual se origina.

Para que o médium assim atormentado se liberte, é indispensável não se recolher a demasiado silêncio nem se entregar a excessivo mutismo, procurando, às “vozes” malévolas sobrepor as de caráter benevolente... Que converse sobre assuntos de elevação espiritual, que faça leituras evangélicas em voz alta, que ouça músicas clássicas relaxantes, que se ocupe de uma tarefa exigente de certa concentração mental, que assista filmes próprios a inspirar pensamentos de nobreza e, sobretudo, que não se negue a revelar a alguém de confiança o que as “vozes” lhe estão segredando, por mais absurdos e estranhos os temas em pauta.

Embora os perigos da mediunidade clariaudiente com conotação obsessiva, o médium portador desta faculdade, aprendendo a efetuar a triagem intelectual necessária, poderá lucrar infinitamente com os diálogos que entabule com os Instrutores da Vida Maior, funcionando como excelente canal para as orientações que se faça necessário transmitir aos homens.

Eduquemos a mediunidade e ela, qual rio que corre represado no leito, far-se-á usina geradora de luz!

Autor: Odilon Fernandes
Do livro: Mediunidade e Obsessão

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