sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A Cura Real

A Cura Real
A Cura Real
A nossa cura (...), não se acha no exterior.

Todos os males da alma (espírito encarnado) se encontram dentro de nós mesmos.

Não convém buscar recursos ou elementos exteriores quando a cura está na nossa conduta,
no nosso comportamento, nas nossas respostas, quer sejam pelos pensamentos, palavras ou atos, aos estímulos malévolos exteriores.

Quando não sabemos suportar as críticas de outrem, não toleramos certas argumentações, nos aborrecemos com certas palavras ou ações que nos dirigem, quando nos achamos vigiados ou
controlados por alguém, ou, ou...; inevitavelmente adoecemos, quando ignoramos as leis divinas –
(O Espírito sente, contamina o perispírito e este o corpo físico).

A doença, a dor, o sofrimento que sentimos são recursos divinos para nos chamar a uma mudança de comportamento, para isso devemos mudar nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações, para que o estado de saúde se apresente novamente, isto faz parte do nosso progresso, da nossa evolução.



Devemos criar recursos de equilíbrio, dentro da razão, para uma mudança comportamental que nos leve a uma alteração dos sentimentos e assim a uma mudança das emoções.

Pessoalmente eu não dirijo a mim mesmo as palavras que me ofendem, que me criticam.

Nesse momento eu passo a me preocupar com quem esta se dirigindo a mim, e penso: É “normal”
ela se expressar desta forma, pois quem tem boca pode dizer o que quer, mas eu que tenho ouvidos
devo aprender a educá-los, tenho que aprender a ouvir sem me contaminar; eu devo controlar as
minhas emoções, controlar as batidas de meu coração, que deve continuar batendo ritmicamente,
de forma suave. Eu devo sim ter piedade de quem fala, pois tudo o que se faz cria reações no
interior próprio, que mais tarde terá que expurgar eliminando esses fluídos deletérios gerados,
sabendo que este tempo para sua eliminação será longo, muito longo, exigirá laborioso trabalho
íntimo, muitas preces e mudança de comportamento... – Já tem o meu perdão.
Disse São Francisco de Assis, em sua oração: “É dando que se recebe”; ora, este dizer não se
opera somente na ação de caridade, nas coisas do bem. Quando irritamos alguém, estamos dando o
que temos e que sai do nosso interior e acrescentamos mais uma dosagem de energia negativa à
que já existia, e tanto mais difícil será eliminá-la no futuro, quando compreendermos a lei de causa
e efeito.

Portanto, devemos ter piedade das pessoas que conscientemente ou inconscientemente
tenta nos irritar, gerar ódio ou rancor, visto que o primeiro a ser atingido é quem faz. Quando
aprendemos a controlar as ofensas, os dissabores, as discórdias, não conseguem mais nos atingir,
não permitimos ser atingidos por estas vibrações que nos faz adoecer o corpo e a alma.
Se me irrito facilmente por ser atingido por alguém, entro em sintonia, vibro em ressonância
com os fluidos deletérios, assim estarei dividindo o prejuízo com a pessoa que me ofendeu, ou seja,
terei de pagar a metade do prejuízo dela; é bem mais lógico e consciente deixar quem pague a
dívida o próprio ofensor, o que causou a discórdia.

Sabendo disso, não me aborreço mais, para não pagar dívidas de ninguém, já que tenho as
minhas próprias dívidas a resgatar; Devo sim me manter calmo, sereno diante de qualquer
dificuldade, contratempo ou agressão, física ou psicológica, justamente por compreender as
consequências das ações próprias e dos outros. Passo a ser indulgente com os erros do próximo,
benevolente para com todos e perdoar a todas as ofensas que me chegam.

Tudo é “normal”, Deus a tudo sabe, a tudo vê; não se pode tirar ouro donde só existem areia,
nem dinheiro de um saco vazio. Só se tira de onde existe.

Se no nosso mundo interior contém orgulho, vaidade, inveja, ciúme, desamor, queixas e
rancor, logo serão externados em um ou noutro momento, que serão despertados, ampliados e
conquistamos doença e infelicidade;
Se no nosso mundo interior temos humildade, modéstia, amor, compaixão, paciência, logo
serão externados e então despertados, ampliados e conquistamos saúde e felicidade; - É simples
assim.

Ao mudar o nosso comportamento alteramos os nossos sentimentos e assim outras serão as
nossas emoções, agindo assim, logo, logo, nos curamos das enfermidades da alma e o corpo será
sadio.

O Cristo Jesus nos ensinou tudo isto, mas a maioria das pessoas ainda não tem olhos de ver.

O Espiritismo que é o Consolador prometido pelo Mestre Jesus já chegou a 160 anos, mas poucos da
Humanidade se deram conta. Ele a tudo nos explica, fazendo mudar a nossa forma de ver, pensar e
agir, ampliando a nossa felicidade já neste mundo.

A prece é o primeiro passo, entrar em harmonia com o Criador; mas, o Pai atende a quem
obra, agindo no bom combate, tentando “eliminar todo o mal que lhe sobra e adquirindo todo o bem
que lhe falta”. “O bom espírita é todo aquele que luta para combater as suas más inclinações e
procura vivenciar no dia a dia a prática do amor” – Allan Kardec.

“Crês nisso?” –



Autor: Roberto Negrão.

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