quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Infância e Juventude

Infância e Juventude
Infância e Juventude
Daz faïencerie de Saint-Pierre-des-Corps, passou a trabalhar numa outra casa comercial, mais perto de sua residência e onde o trabalho era mais bem remunerado. Trabalhava no escritório, o que não o poupava dos rudes misteres manuais.

Carregava as peles, nas horas de aperto — confiou-nos ele — ou manejava a marguerite, grossa peça de madeira para amaciar o couro.

Seu pai acabara de obter da Administração das estradas de ferro uma aposentadoria mínima e só se ocupava com suas fiscalizações de trabalho muito irregularmente.

Nessa época, recaiu, em parte, sobre seus ombros, a obrigação de atender às necessidades de seus pais, que já estavam velhos, e para isso se entregava a trabalhos constantes, com uma energia sem esmorecimento.

Obrigado a ganhar, durante o dia, meu pão e o de meus velhos pais, disse ele, consagrei muitas noites ao estudo, a fim de completar meus conhecimentos, e daí data o enfraquecimento prematuro de minha vista.


Na Casa Pillet — uma das empresas de couro mais importantes da região central — logo observaram a viva inteligência e os excepcionais méritos do jovem empregado. Agora, ele se ocupava com a correspondência e a contabilidade. Fazia os registros nos livros com sua impecável caligrafia. Iniciava-se nas questões do comércio de couros.

Desempenhando suas tarefas de dia, além de seus estudos, o adolescente abordava a Geografia, a História e as Ciências Naturais, negligenciando o campo das Matemáticas, onde poderia brilhar.

Ocupava-se também com outras áreas do pensamento, interrogando os filósofos e a si mesmo, com uma certa inquietude. Desde então, o enigma da vida se apresentava ao seu espírito com uma força imperiosa e ele não era homem de se curvar diante do dogma do que “não pode ser conhecido”.



Autor: Gaston Luce
Do livro: Léon Denis. O Apóstolo do Espiritismo.

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