segunda-feira, 26 de maio de 2008

Na ascenção espiritual

Determina a providência que todos os seres da Criação recebam esse ou aquele provimento de forças, segundo o desejo em que se expressam, de modo a cooperarem na evolução e no egrandecimento da vida.

Anseia o verme pelo alimento do subsolo e recebe a substância que lhe assegura a vitalidade, trabalhando porém, na fecundação da terra, até que outros impulsos lhe marquem a crisálida da consciência.

Aspira o animal de grande porte à pastagem nutritiva e recolhe o verde elemento do campo que lhe garante a sustentação e o equilíbrio, obrigando-se, entretanto, a colaborar nos processos de renovação e fertilidade da natureza, até que desperte para impulsos mais altos.

Pede o silvícola a proteção da floresta em que se lhe encrava o domicílio singelo e encontra meios de construir a taba, que lhe asila a existÊncia, colaborando na formação de bases para a civilização porvindoura, até que idéias mais elevadas lhe iluminem a mente.

Cada espírito estagia na situação de que necessita, detendo os recursos que a sabedoria infinita lhe empresta, servindo ao progresso, nesse ou naquele departamento do mundo, até que estabeleça para si mesmo aspirações mais nobres, capazes de alçá-lo à vida superior.

Abstenhamo-nos de usar a prece por arma de caça a vantagens inferiores.

Não nos demoremos em petições descabidas e injustas que somente nos agravariam a posição de almas reclusas nos círculos inquietantes da experiência terrestre.

Abracemos o trabalho edificante, compreendamos a dificuldade e a dor por auxiliares de nosso próprio burilamento e abreviaremos a nossa longa viagem para os cimos da evolução.
Emmanuel

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