quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Decisão e Vontade

Decisão e Vontade
Decisão e Vontade
Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.

Frequentemente rogam em prece:

— Senhor! Eis-me diante de tua vontade!... Mostra-me o que devo fazer!...

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

— Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

domingo, 29 de outubro de 2017

Perante a Desencarnação

Perante a Desencarnação
Perante a Desencarnação
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (JOÃO, 8:51.)

Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Paciência e Bondade

Paciência e Bondade
Paciência e Bondade
Abstenhamo-nos, sobretudo, da cólera, que é o despertamento de todos os instintos selvagens, amortecidos em nós pelo progresso e a civilização, uma reminiscência de nossas vidas obscuras. Em cada homem, o animal subsiste ainda através de certos aspectos, o animal que devemos domar pela força, se não quisermos ser dominados, escravizados por ele. Na cólera, esses instintos adormecidos despertam e fazem do homem uma fera. Assim, dissipa-se toda dignidade, toda razão, todo respeito de si mesmo. A cólera cega-nos, faz-nos perder a consciência de nossos atos e, na sua fúria, pode conduzir ao crime.

É da natureza do sábio dominar-se sempre, e a cólera é o indício de um caráter atrasado. Aquele que para isso está inclinado deverá vigiar com cuidado suas impressões, abafar em si o sentimento da personalidade, nada fazer, nada dizer, enquanto se sentir sob o império dessa terrível paixão.

Esforcemo-nos para adquirir a bondade, qualidade inefável, auréola da velhice; a bondade, cuja posse vale para o seu possuidor esse culto dos sentimentos oferecido, pelos humildes e pequenos, aos seus guias e protetores.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Terapia pela Oração

Terapia pela Oração
Terapia pela Oração
Consideremos a oração como sendo o mais eficiente recurso terapêutico para a profilaxia das enfermidades que avassalam a criatura.

Diante dos irmãos colhidos pelas enfermidades espirituais, utilizemo-nos da oração como o enfermeiro diligente aplica o bálsamo refrigerador na ferida em chaga viva.

A oração irradia vibrações balsamizantes, que diminuem a ardência do sofrimento no ser desesperado, diminuindo-lhe a angústia.

Abre o canal do entendimento, a fim de que, em duas vias, o apelo da alma se dirija a Deus e a resposta divina chegue à criatura.

Enseja a inspiração de quem a formula e a tranquilidade em quem a recebe.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Casa Mal-Assombradas

A história do Espiritualismo Moderno começou por um caso de obsessão. As manifestações da casa mal-assombrada de Hydesville, em 1848, e as tribulações da família Fox, que a habitava, são conhecidas. Nós as recordaremos apenas através de um pequeno resumo. 

Todas as noites, uma inteligência invisível aí se revelava através dos ruídos violentos e contínuos, abrindo e fechando as portas, agitando os móveis, arrancando as cobertas das camas. Mãos frias e rudes agarravam as jovens senhoritas Fox, e o soalho oscilava sob uma ação desconhecida. 

Casa Mal-Assombradas
Casa Mal-Assombradas
Por meio de pancadas dadas nas paredes — cada letra do alfabeto sendo designada por um número correspondente de golpes — essa inteligência afi rmava ter vivido na Terra. Ela soletrava seu nome, Charles Rosna; indicava sua profissão de mascate e entrava em muitos detalhes sobre seu fim trágico, detalhes ignorados de todos, cuja exatidão foi reconhecida pela descoberta de ossadas humanas na adega, no lugar preciso designado pelo espírito como sendo aquele em que seu cadáver tinha sido enterrado após o assassinato. 

Essas ossadas estavam misturadas com restos de carvão e de cal, que demonstravam a intenção evidente de fazer desaparecer qualquer traço desse acontecimento misterioso. 

Os curiosos afluíram; a casa tornou-se insuficiente para conter a multidão vinda de todas as partes. Houve até quinhentas pessoas reunidas para ouvir os ruídos. 

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