domingo, 25 de junho de 2017

Formação e Direção de Grupos

Formação e Direção de Grupos
Formação e Direção de Grupos
Orai no início e no final de cada sessão; no início, para elevar vossas almas e atrair os espíritos sábios e esclarecidos; no final, para agradecer quando tiverdes obtido favores e ensinamentos. Que a vossa prece seja curta e fervorosa, e bem menos uma fórmula do que um impulso do coração. 

A prece desliga a alma humana da matéria, que a aprisiona, e a aproxima do foco divino. Ela estabelece uma espécie de telegrafia espiritual pela qual o pensamento do Alto, respondendo ao apelo da Terra, desce nas nossas regiões obscuras. Nossas explorações nos abismos do invisível seriam cheias de perigos, se não tivéssemos, acima de nós, seres mais poderosos e mais perfeitos para nos dirigir e clarear nosso caminho. 

Não é indispensável dedicar-se a evocações. No nosso grupo raramente as praticamos. Preferíamos dirigir um apelo aos nossos guias e protetores habituais, deixando a qualquer espírito a liberdade de se manifestar sob seu controle. Acontece o mesmo em muitos grupos de nosso conhecimento. Assim, cai por si mesmo o grande argumento de alguns adversários do Espiritismo, de que ele é culpado de se dedicar a evocações e de constranger os espíritos a descer novamente à Terra. O espírito, como o homem, é livre e não responde se não lhe agradam os apelos que lhe são dirigidos. Qualquer injunção é vã; qualquer encantação, supérflua. Aí estão procedimentos feitos para serem impostos aos simples.

sábado, 24 de junho de 2017

Perante a Desencarnação

Perante a Desencarnação
Perante a Desencarnação
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (João, 8:51.)



Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos. 

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento. 

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação. 

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo. 

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição. 

A caridade é dever para todo clima. 

Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Educação no Lar

Educação no Lar
Educação no Lar
Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos. 

O pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora. 

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Vida no Espaço

A Vida no Espaço
A Vida no Espaço
Segundo algumas doutrinas religiosas, a Terra é o centro do Universo e o céu arredonda-se como abóbada acima de nós. É na sua parte superior, dizem, que se assenta a morada dos bem- aventurados, e o inferno, habitação dos réprobos, prolonga suas sombrias galerias nas entranhas do próprio globo.

A ciência moderna, de acordo com o ensino dos espíritos, mostrando-nos o Universo semeado de inumeráveis mundos habitados, trouxe um golpe mortal a essas teorias. O céu está em toda parte; em toda parte o incomensurável, o insondável, o infinito; em toda parte um formigamento de sóis e de esferas, dentre os quais nossa Terra é apenas ínfima unidade. 

No meio dos Espaços, não há mais moradas circunscritas para as almas. Tanto mais livres são quanto mais puras, percorrem a imensidão e vão onde as levam suas afinidades e suas simpatias. Os espíritos inferiores, entorpecidos pela densidade de seus fluidos, ficam como que pregados ao mundo onde viveram, circulando na sua atmosfera ou misturando-se aos humanos. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Discípulos

Discípulos
Discípulos
“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus. (LUCAS. 14:27.)


Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito. 

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas. 

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte. 

sábado, 17 de junho de 2017

Reuniões Sérias

Reuniões Sérias
Reuniões Sérias
“Todo médium que deseja sinceramente não ser joguete da mentira deve, pois, procurar trabalhar em reuniões sérias. (...)” (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, Segunda Parte, item 329.) 


Não existem reuniões sérias sem dirigentes sérios e, consequentemente, sem participantes sérios. 

Não estamos nos referindo àquela seriedade carrancuda, porque seriedade não e banir a alegria do coração, afivelando dura máscara na face. 

Seriedade nas reuniões espíritas é sinônimo de responsabilidade, de disciplina e de devotamento. (...) 

Toda espécie de trabalho, para produzir os melhores frutos, carece de disciplina e abnegação. 

Os espíritos sérios não participam de reuniões que não sejam sérias, deixando-as entregues aos espíritos desocupados. 

Reunião séria é uma reunião em que se deve evitar a improvisação de local, de dia e de horário, porque os espíritos sérios necessitam de programar-se com antecedência para dar a elas a cobertura espiritual indispensável. 

Às vezes, por puro convencimento, determinados médiuns se julgam tão íntimos dos espíritos que os imaginam sempre à sua disposição, como se eles não tivessem mais o que fazer. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Contradição

Contradição
Contradição
Muitos companheiros, a pretexto de se guardarem contra o mal, evitam contato com esse ou aquele círculo de serviço, caindo frequentemente em males de maior monta.

E para isso, quase sempre, recorrem a negativas de várias espécies.

Dizem-se pecadores, mas fogem deliberadamente ao ensejo que lhes propicia a aquisição de virtude.

Afirmam-se devedores, quando, nesse aspecto lhes cabe maior diligência na solução dos compromissos de que se oneram.

Declaram-se inúteis, ausentando-se dos quadros de trabalho em que poderiam mostrar os préstimos de que são mensageiros.

Asseveram-se imperfeitos, desertando da luta capaz de conferir-lhes mais amplo burilamento.

Escrevem longas confissões de remorso, sem ânimo de gastar ligeiros minutos na reparação dos erros em que se anunciam incursos.

Proclamam-se cansados, esquecendo-se de que, assim, exigem mais dura cooperação dos semelhantes, em diversas ocasiões, muito mais fatigados do que eles mesmos.

Intitulam-se doentes, reclamando o sacrifício dos outros.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Trabalho, Sobriedade e Continência

Trabalho, Sobriedade e Continência
Trabalho, Sobriedade e Continência
A sobriedade e a continência caminham juntas. Os prazeres da carne enfraquecem-nos, enervam-nos, desviam-nos do caminho da sabedoria. A volúpia é como um mar onde o homem vê soçobrar todas as suas qualidades morais. Desde que a deixamos penetrar em nós, é uma onda que nos invade, nos absorve, e que apaga tudo o que há de luzes, de generosas chamas no nosso ser. Longe de satisfazer-nos, ela apenas atiça nossos desejos. Modesta visitante no início, termina por dominar-nos, por possuir-nos completamente. 

Evitem os prazeres corruptores, onde a juventude estiola-se, onde a vida se desseca e se altera. Escolham cedo uma companheira e sejam-lhe fiel. Constituam uma família. É o quadro natural de uma existência honesta e regular. O amor da esposa, a afeição dos filhos, a atmosfera sã do lar são preservativos soberanos contra as paixões. No meio desses seres que nos são caros, que veem em nós seu único apoio, o sentimento de nossa responsabilidade cresce. Nossa dignidade, nossa circunspecção aumentam; compreendemos melhor nossos deveres e, nas alegrias que essa vida nos proporciona, haurimos forças que tornam seu cumprimento fácil. Como ousar cometer atos dos quais nos envergonharíamos sob olhar de nossa esposa e de nossos filhos? Aprender a dirigir os outros, é aprender a dirigir-se a si próprio, a tornar-se prudente e sábio, a afastar tudo o que pode manchar nossa existência. 



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

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