sábado, 3 de fevereiro de 2018

Deus e a Razão de Viver

Deus e a Razão de Viver
Deus e a Razão de Viver
Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Conversarmos sobre Deus é o mesmo que meditarmos com bastante profundidade acerca da razão de viver.(...) Não pensemos, assim, num Deus arbitrário, injusto ou mesmo infeliz ao ponto de provocar sofrimento aos outros. Ao contrário, pensemos sempre num Deus que nos dá aquilo de que precisamos para corrigir ou mesmo para transformar o que existe em nós. Dores, sofrimentos, angústias, lutas, enfim, todo esse enorme contingente de energias que visitam a sociedade

terrena, de forma individual ou coletiva, só é possível em função do sentimento que Deus permite acontecer.

Não haverá, portanto, dores maiores do que aquelas que as criaturas possam suportar, porque Deus sabe que elas falhariam se tivessem que passar por essas dores. Não há dores maiores ou menores para ninguém, porque Deus dá a cada um segundo as suas necessidades.(...) Isso tudo nos transporta naturalmente para um outro estágio: o estágio

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A Ideia de Deus

A Ideia de Deus
A Ideia de Deus
Sem dúvida, não se pode demonstrar a existência de Deus através de provas diretas e sensíveis. Deus não é percebido pelos sentidos. A Divindade ocultou-se sob um véu misterioso, talvez, para

nos forçar a procurá-la, o que é bem o exercício mais nobre e o mais fecundo da nossa faculdade de pensar e, também, para nos deixar o mérito de descobri-la. Mas, há em nós uma força, um instinto seguro, que nos leva até ela e nos afirma sua existência com mais autoridade do que todas as demonstrações e todas as análises.

Em todos os tempos, sob todos os climas —, e é a razão de ser

de todas as religiões —, o espírito humano sentiu a necessidade de se elevar acima de todas as coisas móveis, perecíveis, que

constituem a vida material e que não podem lhe dar uma completa satisfação; quis prender-se ao que é fixo, permanente, imutável

no Universo; compreendeu que a existência de um Ser absoluto e perfeito, no qual identifi ca todas as potências intelectuais e

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A Vida no Além

A Vida no Além
A Vida no Além
Aqueles que têm o sentimento aflorado procuram, naturalmente com emoção, os que partiram. O sentimento da saudade, a ausência física e as sensações de desamor, de falta de proteção, muitas vezes aparecem, trazendo complicações para o dia a dia dos que ficam.

Os que partem, entretanto, levam consigo a emoção da busca do novo lugar para viver, das surpresas que vão aparecendo diariamente e do convívio com aqueles que os antecederam e que já estão no outro plano há muito tempo, construindo um lugar onde morar, no mundo dos espíritos. São surpresas muito agradáveis.

Para os que estão chegando ao outro lado, a vida assume caracteres novos: amizades, lugar de paz, sentimentos que vão sendo corrigidos, esquecimento daquilo que pertence exclusivamente à Terra; e busca de valores diferenciados.

Nessa luta e nesse aprendizado, o espírito recém-chegado ao mundo invisível sente, a maior parte das vezes, o desejo de ir avante, porque a sede do desconhecido e do saber se somam e fazem com que a alma siga adiante.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A Evolução das Idéias Básicas

A Evolução das Idéias Básicas
A Evolução das Idéias Básicas
As claras noções da religião natural foram obscurecidas pelo prazer. A ficção e a fantasia engendraram o erro, e este, congelado no dogma, levantou-se como um obstáculo no caminho dos povos. A luz foi velada por aqueles que se acreditavam os depositários, e as trevas em que queriam envolver os outros fizeram-se neles e em torno deles. Os dogmas perverteram o sentido religioso, e o interesse de casta falseou o senso moral. Daí, um amontoado de superstições, de abusos, de práticas idólatras, cujo espetáculo projetou tantos homens na negação.

A reação, entretanto, se anuncia. As religiões imobilizadas nos seus dogmas como múmias sob suas bandagens, enquanto tudo caminha e evolui em torno delas, enfraquecem-se a cada dia. Perderam quase toda influência sobre os costumes e a vida social e estão destinadas a morrer; mas como todas as coisas, as religiões morrem apenas para renascer. A ideia que os homens fazem da verdade se modifica e se amplia com os tempos. É por isso que as religiões, que são manifestações temporárias, vistas parciais da eterna verdade, devem transformar-se, já que fizeram sua obra e não respondem mais aos progressos e às necessidades da Humanidade. À medida que esta avança no seu caminho, é-lhe necessário novas concepções, um ideal mais elevado, e ela as encontra nas descobertas da Ciência e nas intuições engrandecedoras do pensamento.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ver

Ver
A visão não é exclusivamente dos olhos.

Refletir é ver com a consciência.

Imaginar é ver com o sentimento.

Calcular é ver com o raciocínio.

Recordar é ver com a memória.

Por isso mesmo, a visão é propriedade vasta e complexa do espírito que se amplia e se enriquece, constantemente, à medida que poderes e emoções se nos desenvolvem e aperfeiçoam.

Quem deseje realizar aquisições psíquicas de clarividência, com proveito, nos celeiros da vida, ilumine o próprio coração, a fim de que o entendimento em se exteriorizando, através de nossos sentidos, nos regenere o mundo interior, reajustando-nos o idealismo e equilibrandonos os desejos, na direção do Bem Infinito.

Quem procura o “lado melhor” dos acontecimentos, a “parte mais nobre das pessoas” e a expressão mais útil das cousas” está conquistando preciosos acréscimos da visão espiritual.

Enquanto nos confiamos às paixões perturbadoras, tateando nas trevas do egoísmo ou do ódio, varando o gelo da indiferença, atravessando o incêndio da incompreensão e do desvario ou vencendo os pântanos do desregramento e da intemperança, não poderemos senão ver superficialmente os problemas inquietantes e dolorosos que à Terra se ajustam.

Façamos luz no espírito e conseguiremos descobrir os horizontes da própria imortalidade.

Todos enxergam alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem ver.

Ajustemo-nos aos princípios do Vidente Divino que soube contemplar as necessidades humanas, com amor e perdão, do alto da cruz, e, por certo, começaremos, desde agora, a penetrar na claridade sublime de nossa própria ressurreição.


Autor: Emmanuel
Do livro: Indulgência

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