terça-feira, 10 de junho de 2008

Propiedade

O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções, ensanguentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias e dispostos a morrer em sua defesa.
Isso demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.
Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.
Cada conquista terresrtre deveria ser aproveitada pela alma, como força de elevação.
O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. Tudo o que se relaciona com o exterior - como sejam: criaturas, paisagens e bens transitórios - pertence a Deus, que lhos concederá de acordo com os seus méritos.
Essa realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho, ensinando ao discípul a sublime lei do uso, para que a propriedade não represente fonte de inquietações e tristezas, como aconteceu ao jovem dos ensinamentos de Jesus.

Emmanuel

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