sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Crítica e nós

Diante da tarefa que se te reserva, no levantamento do bem comum, é justo respeitar o que os outros dizem, no campo da crítica; entretanto, é forçoso não paralisar o serviço e nem prejudicar o serviço em virtude daquilo que os outros possam dizer.
Guardar a consciência tranqüila e seguir adiante.
Escapam da crítica exclusivamente as obras que nunca saem de plano, à maneira da música que não atrai a atenção de ninguém, quando não se retira da pauta.
Viver a própria tarefa é realizá-la; e realizá-la é sofrê-la em si.
Censores e adversários, expectadores e simpatizantes podem efetivamente auxiliar e auxiliam sempre, indicando-nos os pontos vulneráveis e aspectos imprevistos da construção sob nossa responsabilidade, através das opniões que emite; no entanto, é preciso não esquecer que se encontram vinculados a compromissos de outra espécie.
Encargos que nos pertença respira conosco e se nos dirige no caminho em alegria, aflição, apoio e vida. Cabe a nós conduzí-lo, executálo, aperfeiçoá-lo, revivescê-lo.
Muitos querem que sejamos desse modo; que nos comportemos daquela maneira; que assumamos diretrizes diversas daquela em que persistimos, ou que vejamos a estrada pelos olhos que os servem; todavia, é imperioso considerar que cada um de nós é um mundo por si, com movimentos particulares e órbitas diferentes.
Sustentemo-nos fiéis ao nosso trabalho e rendamos culto à paz de consciência, atendendo aos deveres que as circunstâncias nos conferiram, e, oferecendo o melhor de nós mesmos, em proveito do próximo, estejamos tranqüilos, porque, tanto nós quanto os outros, somos o que somos com a obrigação de melhorar-nos, a fim de que cada um possa servir sempre mais, na edificação da felicidade de todos, com aquilo que é e com aquilo que tem.
Emmanuel

Um comentário:

Walnei Santiago disse...

A crítica deve servir para a nossa reflexão. Onde podemos corrigir? mas não pode nos tirar da nossa busca pelo equilíbrio.

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