segunda-feira, 26 de março de 2012

Interdependência Psíquica


Interdependência Psíquica
“Um desses últimos, que subjugava um rapaz de inteligência bem limitada, interrogado sobre os motivos desta escolha, respondeu-nos: ‘Tenho necessidade muito grande de atormentar alguém; uma pessoa razoável me repeliria; ligo-me a um idiota, que nenhuma força me opõe’.” (O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. XXIII, item 245.)



O assunto pode ser controvertido, mas a realidade é que existem obsessores e obsidiados que passam a viver em regime de interdependência psíquica. 

O ódio mais acirrado termina, com o tempo, transformando-se em amor e o obsessor mais implacável acaba por despertar em si sentimentos de admiração por sua vítima. 

Obrigando obsessor e obsidiado à estreita convivência, a obsessão não deixa de ser um instrumento de aproximação afetiva entre os que se odeiam.

Temos acompanhado casos nos quais obsessor e obsidiado permanecem tão interligados no processo simbiótico a uni-los, que não suportam a separação, à maneira dos xifópagos, que renascem com este ou aquele órgão em comum...

Vinculando-se psiquicamente ao obsidiado, o obsessor igualmente se lhe compromete com o carma, feito o 
professor, ao ceder aos alunos parte do seu patrimônio intelectual, que estes, por sua vez, cederão, acrescido de seus próprios méritos, a quantos vierem a receber-lhe a influência... 

A Lei Divina permite que muitos espíritos obsessores se localizem junto aos espíritos que obsedam, objetivando-lhes o progresso comum; sim, porque o obsidiado, por sua vez, pode ter muito que transmitir ao obsessor, inclusive lições de paciência, de solidariedade, de fé, de perdão, de esperança... 

Tornemo-nos conscientes da realidade da obsessão, mas não nos permitamos nela estacionar psicologicamente, remoendo-lhe as consequências, qual doente que estimasse o próprio estado de invalidez de que se prevalecesse, para sobreviver sem maiores esforços. 

Não esqueçamos que o mal sobrevive no mundo, alimentado pela ideia de quem lhe garante a existência   fictícia



Autor: Odilon Fernandes
Do livro: Mediunidade e obsessão

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