sábado, 9 de junho de 2012

Emancipação da Alma


Emancipação da Alma
Durante o sono, apenas o corpo repousa, o espírito, porém, não dorme; aproveita o repouso do corpo e os momentos em que sua presença não é necessária para agir separadamente e ir aonde quer; desfruta de sua liberdade e da plenitude de suas faculdades. Durante a vida, o espírito nunca está completamente separado do corpo; a qualquer distância que se transporte, mantém-se sempre por um laço fluídico que serve para chamá-lo, desde que sua presença seja necessária; este laço só é rompido com a morte.


O sono liberta, em parte, a alma do corpo. Quando dormimos, estamos momentaneamente no estado em que nos encontramos, de uma maneira fixa, após a morte. Os espíritos que estão desligados da matéria, após sua morte, tiveram sonhos inteligentes, estes, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; eles viajam, conversam e com eles se instruem; trabalham mesmo em obras que encontram, ao morrer, inteiramente prontas. Isto deve ensinar-vos, uma vez mais, a não temer a morte, já que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto para os espíritos elevados; mas para a massa dos homens que na morte devem permanecer longas horas 
nessa perturbação, nessa incerteza da qual vos falaram, estes vão, ora nos mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora vão procurar prazeres, talvez mais baixos do que os que têm aqui; vão buscar doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nefastas que as que professam entre vós. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão esse fato, de que se sente próximo ao despertar, pelo coração, daqueles com quem acabamos de passar oito a nove horas de felicidade ou de prazer. O que explica, também, essas antipatias invencíveis, que se sabe, no fundo do coração, que essas pessoas têm uma outra consciência diferente da nossa, porque as conhecemos, sem tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, porque não se interessa em fazer novos amigos quando se sabe que se tem outros que nos amam e nos têm afeição. Numa palavra, o sono influi mais do que imaginais em vossa vida.

Autor: Allan Kardec
Do Livro: Obras Póstumas.

Um comentário:

Alan Pinheiro disse...

Olá Walnei, excelente texto!
Estou gostando muito do blog.

Abraços,
Alan Jr [MEAL CELD RJ]

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