sábado, 25 de agosto de 2012

A Lei Moral


A Lei Moral
A posse, a compreensão da lei moral é, com efeito, o que há de mais necessário e de mais precioso para a alma. Ela nos permite medir nossos recursos interiores, regular- lhes o exercício, dispô-los, tendo em vista nosso maior bem. Nossas paixões são forças, perigosas quando nos fazemos escravos, úteis e benfeitoras quando sabemos dirigi-las; dominá-las, é ser grande; deixar-se dominar por elas, é ser pequeno e miserável. 

Leitor, se quer libertar-se dos males terrestres, escapar das reencarnações dolorosas, grave em si essa lei moral e coloque-a em prática. Dê apenas o indispensável ao homem material, ser efêmero que desaparecerá com a morte; cultive, com cuidado, o ser espiritual, que viverá para sempre. Desprenda-se das coisas perecíveis; honras, riquezas, prazeres mundanos, tudo isso é apenas fumaça; somente o bem, o belo, o verdadeiro é que são eternos! 


Conserve sua alma sem mácula, sua consciência sem  remorsos. Todo pensamento, todo ato mau atrai para si as impurezas de fora; todo impulso, todo esforço para o bem aumenta suas forças e o faz comunicar-se com as potências superiores. Desenvolva em si a vida interior que nos coloca em relação com o mundo invisível e a Natureza inteira. Aí está a fonte de nosso verdadeiro poder e, ao mesmo tempo, a de gozos, de sensações delicadas, que irão aumentando à medida que as impressões da vida exterior enfraquecerem-se com a idade e o desprendimento das coisas terrestres. Nas horas de recolhimento, ouça a harmonia que se eleva das profundezas do seu ser, como um eco dos mundos sonhados, entrevistos, e que fala de grandes lutas morais e de nobres ações. Nessas sensações íntimas, nessas inspirações ignoradas dos sensuais e dos 
maus, reconheça o prelúdio da vida livre dos Espaços, como um prelibar das felicidades reservadas ao espírito justo e bom.


Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

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