sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Corpo e alma


Corpo e alma
Reservas tempo e espaço para o corpo, que te exige proteção e cuidados. 

Fazes bem. Todavia, necessitas dispensar assistência à alma que te sustenta e conduz. 

Preservas os equipamentos orgânicos mediante higiene, alimentação, vestuário, remédios. 

É teu dever. Sem embargo, cumpre-te conceder forças morais à alma, que se encarrega de pôr em funcionamento todos esses mecanismos com a indispensável precisão. 

Selecionas acepipes, combinas receitas e dietas, facultas repouso e diversão ao invólucro material. 


Ages com discernimento. Entretanto, não esqueças de propiciar conhecimentos iluminativos à alma, a fim de 
que, renovada, faculte equilíbrio nervoso e harmonia de trabalho aos órgãos em funcionamento. 

Fruis prazeres e buscas comodidades para ampliar as reservas de saúde, gozando um constante bem-estar. 

Trata-se de providência acertada. Mesmo assim, dispõe-te à ação da caridade e do vero amor, com os quais a alma se mantém em sintonia com as fontes da vida. 

Desfrutas de festas e recreações como indispensáveis a uma realização total, na qual os esportes te desenvolvem os músculos e preservam as funções fisiológicas. 

Concordamos que se trata de um cuidado devido. Apesar disso, busca a oração e exercita as virtudes morais, de modo a robustecer a alma durante a jornada libertadora. 

Corpo e alma constituem uma dualidade que, em síntese, são a mesma unidade da vida universal. 

Cuida do corpo e atende a alma. 

Socorre o organismo, mas medita em torno das necessidades espirituais. 

O corpo é efeito. A alma é-lhe a causa. 

A matéria é escola. O ser é o aprendiz que a utiliza. 

A forma se dilui. A essência prossegue. 

Vive os impositivos humanos, porém, não descures da tua realidade, aquela que preexiste ao corpo e a ele sobrevive. 

A vida física é uma experiência no rumo da evolução, enquanto a espiritual é eterna, de onde procedes e para onde retornas. 

Vive, pois, de tal forma que, atendendo ao corpo, estejas em condição de deixá-lo, pleno e consciente da tua procedência indestrutível, no rumo da felicidade imorredoura


Autora: Joanna de Ângelis
Do livro: Alegria de viver

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