segunda-feira, 1 de abril de 2013

A vida moral

A vida moral
A vida moral
A moral independente, a que os materialistas tentaram edificar, vacila ao sabor dos ventos por falta de base sólida. A moral das Igrejas recorre sobretudo ao medo, ao temor dos castigos infernais; sentimentos falsos, que nos rebaixa e amesquinha. A filosofia dos espíritos vem oferecer à Humanidade uma sanção moral mais elevada, um ideal de outro modo nobre e generoso. Não mais suplícios eternos, mas a consequência justa dos atos recaindo sobre seu autor.

O espírito encontra em todos os lugares o que ele próprio se fez. Se viola a lei moral, entenebrece sua consciência e suas faculdades; materializa-se, acorrenta-se com suas próprias mãos. Praticando a lei do bem, dominando as paixões brutais, alivia-se e aproxima-se cada vez mais dos mundos felizes.


Encarada sob esses aspectos, a vida moral impõe-se como uma obrigação rigorosa a todos aqueles que têm algum cuidado com seus destinos: donde a necessidade de uma higiene da alma, que se aplique a todos os nossos atos, mantendo nossas forças espirituais em estado de equilíbrio e de harmonia. Se convém submeter o corpo, envoltório mortal, instrumento perecível, às prescrições da lei física que assegura sua manutenção e seu funcionamento, importa muito mais ainda velar pelo aperfeiçoamento da alma, que é nosso Eu imperecível e ao qual está vinculada nossa sorte futura. O Espiritismo nos fornece os elementos para essa higiene da alma.


Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da morte

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