quinta-feira, 30 de maio de 2013

Todos somos médiuns

Todos somos médiuns
Todos somos médiuns

“Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos espíritos, por isso mesmo, é médium.”       (O Livro dos Médiuns — Segunda Parte. — Cap. XIV)



Todos são médiuns — uns mais, outros menos. 

Mas nem todos renascem para uma tarefa específica na mediunidade.

A mediunidade é exercitada no dia a dia, das mais variadas formas. 

Como o tato e a visão, que foram desenvolvendo-se no curso dos milênios, a mediunidade vem-se desenvolvendo na criatura, desde tempos remotos. 

Em algumas pessoas, a mediunidade, de quando em quando, dá sinal de sua presença, através de pressentimentos, visões, sonhos reveladores (...)

Existem pessoas que, seja pelo seu débito cármico, seja pelo seu merecimento, trazem a mediunidade “à flor da pele”... Elas tiveram no passado um tipo de vida que lhes possibilitou o progresso nesse sentido. Aprenderam a exercitar a mente, viveram de forma solitária, foram vampirizadas por entidades espirituais que lhes “precipitaram” as forças de natureza psíquica. 


Esses irmãos a que nos referimos — pelo menos a grande maioria — são os que trabalham como médiuns nos Centros 

Espíritas, no exercício da caridade legítima. Às vezes, enfrentam dificuldades no que tange à disciplina e à perseverança, já que a mediunidade, embora seja uma conquista, não significa, em si mesma, atestado de evolução moral. 

Raros medianeiros reencarnaram investidos de mandato mediúnico, ou seja, raros têm uma missão especial a desempenhar na mediunidade. 

Ter mediunidade a desenvolver não significa que a pessoa esteja preparada para ser médium na atual encarnação.

O dirigente espírita, ou o responsável pela orientação mediúnica no Centro Espírita, deve abster-se de dizer a qualquer um que precisa desenvolver a mediunidade, nos termos pelos quais a maioria entende esse desenvolvimento. É preciso que ele tenha um conhecimento razoável da Doutrina e esteja sintonizado com os bons espíritos, para que, através da intuição, possa promover uma espécie de triagem nos inúmeros candidatos que se apresentam para sentarem-se ao redor de uma mesa. 

É necessário explicar-se que nem todos os médiuns têm a obrigação de “receber espíritos”. Poderão trabalhar no passe, na visita aos enfermos, nas diferentes áreas de serviço de assistência, na oratória... 

Pode acontecer que seja mais médium quem não recebe espíritos do que quem recebe. 

Quantos não são convidados para uma reunião mediúnica e desistem, logo nos primeiros dias? Quantos não pensam que a mediunidade lhes substituirá o esforço que cada um deve fazer por si mesmo para progredir? Quantos não são atraídos pelo maravilhoso, pelo sobrenatural, achando que a mediunidade seja um parque de diversões?! 

Convidamos os companheiros espíritas a refletirmos juntos sobre o assunto, já que observamos muitos amigos que, mal batendo às portas do Centro Espírita, vão logo escutando: — “Você tem que desenvolver a mediunidade”... E a pessoa fica desnorteada ou traumatizada, quando não incrédula. 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Doutrina

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