sábado, 15 de junho de 2013

Flexibilidade Mediúnica

Flexibilidade Mediúnica
Flexibilidade Mediúnica
“Ocorre o mesmo com respeito aos médiuns: com qualidades iguais na potência medianímica, o espírito dará preferência a um ou a outro, segundo o gênero de comunicações que quer dar.” (Cap. XVI — segunda parte — item 185.) 


Existem médiuns que se angustiam porque, por exemplo, não conseguem ser médiuns de obras romanceadas; outros gostariam que não fosse assim, mas apenas obtêm comunicações de caráter prolixo e sentido impreciso... 

A chamada flexibilidade mediúnica está diretamente relacionada com o estilo do próprio medianeiro, com o seu tipo de vocabulário, com a sua tendência literária, enfim, com a sua formação cultural. 

Embora os espíritos possam escrever poesia através de um médium que nunca compôs um verso, a lógica ensina que eles dão preferência a quem tenha facilidade neste campo. 


Existem médiuns que desejariam ser intérpretes das chamadas “cartas familiares de além-túmulo,” entretanto não revelam qualquer predisposição íntima para tal procedimento. 

Paulo de Tarso, em sua 1ª epístola aos Coríntios, já anteriormente citada por nós, considerava que “os dons são diversos, mas o espírito é o mesmo. 

E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. 

(...) A manifestação do espírito é concedida a cada um, visando a um fi m proveitoso.” 

Cada tipo de mediunidade cumpre com uma finalidade de suma importância no contexto geral do intercâmbio com o invisível. (...) 

Por exemplo, se entre nós, eu e o médium de que me valho neste trabalho, não houvesse um clima de confiança recíproca, o bom senso me levaria a não abordar determinados temas porque, inclusive, poderia vir a prejudicá-lo; mas como percebo a sua boa intenção em servir aos propósitos da Doutrina Espírita, escrevo sem maiores preocupações. Isto pode vir a não ser sempre assim, porque os espíritos sérios, e tenho me esforçado para ser um deles, se afastam dos médiuns que pedem a seriedade. 

Em meu caso específico, que sempre fui um aficionado do estudo da mediunidade, encontrei neste companheiro o mesmo gosto pelo assunto, permitindo-nos desenvolver o tema em que buscamos nos “especializar”, embora nos reconheçamos seus meros aprendizes; e tanto é assim que temos constantemente 
aberto sob as nossas vistas O Livro dos Médiuns, que consultamos em conjunto sempre que necessário... 

Se nem todo medianeiro se presta a exercer todos os tipos de mediunidade, nem todos os espíritos se revelam aptos ao manejo de todas as espécies e mediunidade, porque entre nós, os desencarnados, também existe a “especialização”. 

Um espírito pintor, por exemplo, carecerá de encontrar um médium com semelhante predisposição mediúnica. 

Para o espírito, se assim podemos nos expressar, o médium ideal é sempre um “achado” que, enquanto pode, ele procura preservar em nome do Senhor. 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Evangelho

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