quarta-feira, 19 de junho de 2013

Médiuns Proféticos

Médiuns Proféticos
Médiuns Proféticos
“Se há verdadeiros profetas, mais ainda os há falsos, e que tomam os sonhos de sua imaginação por revelações, quando não são velhacos que, por ambição, se fazem passar como tais.” (Cap. XVI — Segunda Parte — item 190.) 


Como o tempo das mesas girantes, o tempo das profecias já passou na Doutrina Espírita. No princípio, para impressionar, advertir e, sobretudo, para dar às pessoas convicção sobre a realidade da vida espiritual, surgiam, como nos tempos apostólicos, médiuns que faziam predições acerca do futuro... Eram, em sua maioria, homens sem nenhuma instrução que viviam nas fazendas e nas pequenas cidades do interior. Quase sempre, desapareciam da mesma maneira que surgiam... Eram tidos por loucos e raros lhes prestavam ouvidos... Anunciavam acontecimentos que, no geral, acabavam se concretizando; dirigiam-se a determinadas pessoas, falando-lhes de forma impressionante a respeito do futuro... Mediunizados, faziam recordar os profetas das páginas do Antigo Testamento, quando profetizavam a vinda do Messias como, por exemplo, podemos ler no capítulo 53 do livro de Isaías(...) 


O médium profético, raro hoje em dia, porque o porvir da Humanidade é evidente para os que raciocinam, é um médium facilmente manobrado pelo espíritos pseudossábios e levianos que, num delírio de grandeza espiritual, imaginam deter o conhecimento do futuro quando, na realidade, mal saberiam prever a própria sorte. É muito comum que esse médium queira revelar as reencarnações futuras das pessoas, como se Deus lhes tivesse concedido esse conhecimento. 

Normalmente, o médium profético é um médium sem maiores esclarecimentos doutrinários porque, caso contrário, saberia que os espíritos superiores não se entregam a esse tipo de prática mediúnica com a frequência que se pode observá-la no mundo (...) 

Os médiuns proféticos agem por inspiração, por pressentimento, pela chamada dupla vista e por mais algumas espécies de manifestações medianímicas que se confundem umas com as outras, não nos sendo possível caracterizá-las com exatidão; podem, inclusive, agir através dos sonhos, como é o caso típico de D. João Bosco, que anteviu a capital do Brasil tornando-se realidade no planalto central... 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Evangelho

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