domingo, 30 de junho de 2013

Sugestões de Amigo

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“Sabe ele (o Paganismo) muito bem que está errado, mas isso não o abala, porquanto a verdadeira fé não lhe está na alma. O que mais teme é a luz, que dá vista aos cegos.” — capítulo XXIII — item 14. 


Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada. 

Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.

Mesmo que a lição lhe amargure o espírito, receba-a como dádiva preciosa. 

Antes uma verdade que magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece. 

Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.

Muitas palavras exaltam poucas razões. 

Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.


O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.

Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado. 

O bem é luz inapagável.

Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.

A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso. 

Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.

Os polens de uma única flor são sufi cientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.

Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia 
seguinte, abençoando a aurora. 

Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura. 

No entanto... 

Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua luz, não revide mal por mal.

A árvore ultrajada responde à ofensa com produtividade. 

Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.

Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprema vitória do amor como única via de “luz que dá vista aos cegos” e enseja libertação para o espírito sedento de imortalidade. 



Autor: Marco Prisco
Do Livro: Glossário Espírita-Cristão

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