sábado, 31 de agosto de 2013

Talentos Trancedentes

Talentos Trancedentes
Talentos Trancedentes
“Por que o homem, que tem um talento transcendente em uma existência, não o tem em outra seguinte? Não ocorre sempre assim, porque, frequentemente, ele aperfeiçoa em uma existência o que começou em uma precedente; mas pode ocorrer que uma faculdade transcendente adormeça durante certo tempo, para com isso deixar outra mais livre para se desenvolver; é um germe latente que se reencontrará mais tarde, e do qual sempre ficam alguns traços ou pelo menos uma vaga intuição.” (O Livro dos Médiuns. Cap. XIX, segunda parte, item 223.) 


A mediunidade faz parte dos talentos transcendentes que o homem, através das vidas sucessivas, vai desenvolvendo; é um sentido que, semelhante aos demais, concorre para o seu aperfeiçoamento espiritual. 

O objetivo do espírito é a perfeição. Todos os sentidos que, a pouco e pouco, vão-se-lhe despertando, são instrumentos do seu progresso. 

A mediunidade, hoje, é um sentido excepcional, porque, infelizmente, encontra-se longe de generalizar-se 
entre os homens, de maneira como os sentidos físicos se generalizaram na espécie humana. Quando a mediunidade se generalizar na Terra, como se encontra generalizada nos mundos superiores, ela perderá o seu caráter de excepcionalidade, integrando-se no ser de forma natural. 


Talento psíquico por excelência, a mediunidade faculta ao espírito desenvolver determinadas aptidões, qual a telepatia. Quase sempre, os espíritos dos médiuns desencarnados não encontram maiores embaraços na vida espiritual para se comunicarem através do pensamento. O mesmo acontece com a capacidade volitiva do ser. (...)

Abusando do talento da mediunidade numa existência, em vão o espírito suspirará por tê-lo na próxima, aprendendo a reequilibrar intimamente, à custa de muitas lágrimas, o que destrambelhou em si mesmo... 

Existem mecanismos na consciência que são naturalmente acionados, todas as vezes que o espírito transgride a Lei. 

Percebamos que não há na suspensão da mediunidade, uma involução do espírito, porque ele não retrograda no caminho do progresso. É a própria consciência que o cerceará e reclamará reajuste. 

Enquanto a consciência não nos libera de determinados compromissos, a eles nos sentimos vinculados. 

Sob este prisma, embora o Cristo tenha perdoado à Humanidade a sua crucifixão, a própria Humanidade ainda não se perdoa, em que pese à inconsciência da culpa em que vive imersa. 

Não são os espíritos benfeitores que nos tolhem, antes da encarnação, este ou aquele sentido no corpo de carne... Somos nós mesmos que interferimos, mentalmente, no mundo genético, influenciando as células que estruturarão o nosso veículo de manifestação. Eles poderão conversar conosco e aconselhar-nos certas decisões, mas, em essência, a decisão final nos pertence, mesmo — repetimos — agindo inconscientes da Lei que nos governa. 

Quando esses talentos transcendentes encontram meios de manifestar-se, ao mesmo tempo, ainda que de forma limitada, num mesmo e único ser, temos então o que chamamos de homem de gênio, aquele que, dotado de memória prodigiosa, parece ter incrível facilidade na assimilação dos conhecimentos humanos, como se deles possuísse prévio saber. 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Somos Todos Médiuns.

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