terça-feira, 3 de setembro de 2013

Amparo espiritual

Amparo espiritual
Amparo espiritual
No plano físico, onde apareça a cultura social, multiplicam-se dispositivos de segurança contra desastres.

Isso, porém, deve igualmente ocorrer no reino da alma.

Se já acordaste para o conhecimento superior, caminhas à frente com a função de guiar.

Convence-te de que quanto mais se te amplie o aperfeiçoamento íntimo, mais dilatado o número dos olhos e dos ouvidos que te procuram ver e escutar, de vez que todos aqueles que se afinam contigo, em subalternidade espiritual, passam, mecanicamente, à condição de aprendizes que te observam.

Não te descuides, pois, do amparo aos que te acompanham no educandário da vida, entendendo-se que existem quedas de pensamento determinando lamentáveis acidentes de espírito.

Em toda a situação, seleciona palavras e atitudes que possam efetivamente ajudar.

Ante as falhas alheias, não procedas irrefletidamente, censurando ou aprovando isso ou aquilo, sem análise justa, a pretexto de assegurar a harmonia, mas define-te com bondade, providenciando corretivos aconselháveis, sem alarde e sem aspereza.

Se aparece a necessidade de advertência ou repreensão, já que toda a escola respeitável reclama disciplina, oferece o próprio exemplo no dever retamente cumprido, antes de falar, e, falando, escolhe, tanto quanto seja possível, lugar, tempo e maneira, segundo os comprometimentos havidos na causa do bem comum.

Lendo noticiários calamitosos ou livros indesejáveis, destaca os assuntos que te pareçam dignos de apreço e examina-os com os irmãos do nível de experiência, evitando comentários inconvenientes com os amigos de entendimento imaturo.

Espalhando publicações ou divulgando-as, consagra atenção apenas àquelas suscetíveis de beneficiar os leitores.

Diante de todas as divergências, conflitos, desesperos e inquietações, articula ideias de paz e pronuncia frases de paz, sem desconhecer, embora, que todos nos achamos em luta incessante contra o mal e que nenhuma pessoa realmente esclarecida pode acreditar-se em ilusória neutralidade. Pacifica os outros, através de tua cooperação despretensiosa e espontânea na formação da tranquilidade alheia, sem enganar a ninguém com a expectativa de um sossego que só existe naqueles que fogem das próprias obrigações e que nunca se previnem contra a desordem.

Administra, onde estiveres, o auxílio espiritual com a alavanca do próprio equilíbrio. Vigilância sem violência. Calma sem preguiça. Consolo sem mentira. Verdade sem drama.

Se já sabes o que deves fazer, no plano da alma, trazes o coração chamado a instruir, e um professor verdadeiro, enxergando mais longe, não apenas informa e ensina, mas também socorre e vela.




Autor: Emmanuel

Do Livro: Estude e Viva.

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