sábado, 30 de novembro de 2013

Sentidos Interiores

Sentidos Interiores
Sentidos Interiores
É por seus sentidos interiores que o ser humano percebe os fatos e as verdades de ordem transcendental. Os sentidos físicos enganam; só distinguem a aparência das coisas e nada seriam sem este sensorium que agrupa, centraliza suas percepções e as transmite à alma; esta registra o todo e dele depreende o efeito útil. Mas, para além deste sensorium de superfície, há outro mais oculto ainda, que discerne as regras e as coisas do mundo metafísico. É este sentido profundo, desconhecido, não utilizado pela maioria dos homens, que certos experimentadores identificaram com o nome de consciência subliminar.

A maior parte das grandes descobertas não foi senão a confirmação, no plano físico, das ideias percebidas pela intuição ou sentido íntimo. Por exemplo, Newton havia concebido, há muito tempo, a ideia da atração universal, quando a queda de uma maçã veio demonstrá-la objetivamente a seus sentidos materiais.

Assim como existem, em nós, um organismo e um sensorium físicos que nos permitem a relação com os seres e as coisas do plano material, existe, também, um sentido espiritual, graças ao qual, certos homens penetram, desde já, no domínio da vida invisível. Depois da morte, quando tiver caído o véu da carne, este sentido tornar-se-á o centro único de nossas percepções.


Na ampliação e na liberação crescentes deste sentido espiritual é que se situa a lei de nossa evolução psíquica, a renovação do ser, o segredo de sua iluminação interior e progressiva. Por ele, desprendemo-nos do relativo e do ilusório, de todas as contingências materiais, para ligar-nos, cada vez mais, ao imutável e ao absoluto.

Assim, a ciência experimental continuará sendo insuficiente, apesar das vantagens que oferece e das conquistas que realiza, se não for complementada pela intuição, por esta espécie de adivinhação interior que nos faz descobrir as verdades essenciais. Há uma maravilha que ultrapassa todas as do exterior; esta maravilha somos nós mesmos; é este espelho oculto no homem que reflete todo o Universo.



Autor: Léon Denis
Do Livro: O Problema do Ser e do Destino

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