quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sintonia seletiva

Sintonia seletiva
Sintonia seletiva
Na mediunidade, o médium deve se esforçar pela sintonia seletiva, quer dizer, tanto quanto possível, carece de se isolar das ondas mentais que o circundam, porquanto, na chamada sintonia seletiva, o médium deve procurar o pensamento do espírito que com ele estabelece uma certa empatia, para que consiga retratá-lo ou intermediá-lo ou ainda interpretá-lo com a fidelidade que se espera.

Seja na tarefa da psicografia ou do transe psicofônico, no serviço com as entidades esclarecidas ou no atendimento às entidades infelizes, que o médium procure essa sintonia seletiva — para tanto, durante o dia todo, ele há de se precaver e se manter vigilante, para que as suas defesas não cedam ante o assédio dos pensamentos gravitantes de encarnados e
desencarnados, pois, assim como o homem vive imerso num oceano de oxigênio, vive também mergulhado num mar de pensamentos e emoções, que não detecta, mas percebe; que não vê, mas sente; que não toca, mas registra através de suas reações.

Que os nossos irmãos interessados no desenvolvimento da mediunidade procurem, desta forma, conservar-se sempre mais reservados, para que os espíritos amigos, quando os procurarem para tarefas nobilitantes, possam encontrá-los na condição de uma fonte capaz de dessedentar o viajor — já que o médium suscetível de se irritar e de se influenciar negativamente se compara à poça d´água represada, que se transforma num reservatório de emanações deletérias.



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Falando de Mediunidade

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