terça-feira, 1 de abril de 2014

A Casa Espírita Ideal

A Casa Espírita Ideal
A Casa Espírita Ideal
As dimensões da casa espírita ideal seriam as dimensões da simplicidade, da naturalidade com que todos haveriam de se comportar dentro dela e de se considerar, uns aos outros, no fortalecimento da fé (...)

A casa espírita ideal acolheria a todos, encarnados e desencarnados, dialogaria com todos sob a inspiração do Evangelho de Jesus, à semelhança do que os primitivos cristãos faziam na Casa do Caminho... — um núcleo pequeno e anônimo, quase insignificante diante das construções colossais da época, do Templo de Salomão, por exemplo, ou do Sinédrio ou de qualquer outra sinagoga — uma casa humilde, igual àquela palhoça que Jesus escolheu para nascer em Belém, em comunhão fraterna com a Natureza, sob a luz das estrelas, os pastores chegando do campo, os visitantes ilustres que se prostraram genuflexos e a presença dos anjos entoando cânticos de bênçãos...

A casa espírita ideal deveria ser assim: um coração aberto em que todos se sentissem protegidos como se estivessem no prolongamento do seu próprio lar!...

Quando será que os nossos templos espíritas, em sua maioria, haverão de se identificar com a Casa dos Apóstolos ou com os singelos núcleos cristãos primitivos, as igrejas nascentes, que abriam as suas portas à margem dos caminhos, mas que se faziam pontos de referência do mundo superior sobre a Terra, abençoados faróis norteando a movimentação das falanges espirituais, que foram encarregadas pelo Senhor de proteger e inspirar os que abraçaram a Causa do Evangelho adventício?...


De fato, as casas espíritas têm se multiplicado, no entanto raros sãos os núcleos que conservam o espírito do Cristianismo; raros os grupos em que se pode respirar o perfume suave e doce do Evangelho; raros os centros espíritas em que se pode perceber aquela atmosfera não mística, mas espiritualizada, nos transportando em espírito para as regiões floridas da Galileia, ao ponto de podermos registrar o marulho das ondas do Tiberíades, quando Jesus pregava à sua margem...

Não desistamos de transformar o nosso agrupamento espírita na casa espírita ideal, onde as aragens do vento da paz possam dispersar os miasmas insalubres da inveja, do ciúme doentio, da vibração infeliz, e nos sintamos todos robustecidos na fé, porquanto a fé não carece de manifestações retumbantes do mundo espiritual... A fé é um anjo de asas leves ruflando silenciosamente, que apenas pode ser percebido por aqueles que fazem bastante silêncio interior e sabem divisá-lo nas pequeninas coisas ou nos fenômenos discretos ao derredor.

Continuemos trabalhando para que a casa espírita seja, pelos menos, um pálido reflexo da Casa humilde dos
Apóstolos, que acolheu o Evangelho e possibilitou que a Boa Nova se espalhasse para todos os homens!...



Autor Odilon Fernandes
Do Livro: Falando de Mediunidade

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