segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Para os Médiuns

Para os Médiuns
Para os Médiuns
O médium, que deseja continuar a receber a assistência dos bons espíritos, deve trabalhar para o seu próprio aperfeiçoamento; aquele que quer ver a sua faculdade crescer e se desenvolver deve evoluir moralmente, e abster-se de tudo o que poderia afastá-la do seu objetivo providencial.

Se os bons espíritos algumas vezes se utilizam de instrumentos imperfeitos, é para lhes dar bons conselhos e tratar de encaminhá-los para o bem; mas se eles encontram corações endurecidos, e se os seus conselhos não são escutados, eles se retiram, e os maus têm então o caminho livre. (Ver cap. XXIV, itens 11 e 12.)

A experiência prova que, entre aqueles que não tiram bom proveito dos conselhos que recebem dos espíritos, as comunicações, depois de terem algum brilho durante certo tempo, pouco a pouco vão se degenerando, e acabam caindo em erros, nas palavras vazias ou no ridículo, sinal evidente do afastamento dos bons espíritos.


Obter a assistência dos bons espíritos e afastar os espíritos levianos e mentirosos, esse deve ser o objetivo dos esforços constantes de todos os médiuns sérios; sem isso a mediunidade é uma faculdade que nada produz de bom e que pode até se tornar prejudicial àquele que a possui, porquanto pode se transformar em obsessão perigosa.

O médium que compreende seu dever, em vez de se orgulhar de uma faculdade que não lhe pertence, pois que ela pode lhe ser retirada, atribui a Deus as boas coisas que obtém. Se as suas comunicações merecem elogios, ele não se envaidece com isso, pois sabe que elas são independentes do seu mérito pessoal, agradece a Deus por haver permitido que bons espíritos viessem se manifestar por seu intermédio. Se dão lugar a críticas, ele não se ofende, porque elas não são obra do seu próprio espírito. Reconhece que não foi um bom instrumento e que não possui todas as qualidades necessárias para se opor à intervenção dos maus espíritos. Essa é a razão por que procura adquirir essas qualidades e pede, por intermédio da prece, a força que lhe falta para alcançá-las.



Autor: Allan Kardec
Do livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo

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