quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fenômenos e Livros

Fenômenos e Livros
Fenômenos e Livros
Fenômenos mediúnicos existem na gênese de todas as religiões, mas desaparecem à maneira de fogo-fátuo, no raio circunscrito da hora em que se exprimem.

Contudo, os livros que nascem deles permanecem, por tempo indeterminado, nos horizontes do espírito.

Há quem sorria ironicamente, diante da narrativa hindu, na qual Arjuna, espantado, observa as sublimes manifestações de Crisna; entretanto, nos poemas do Bagavat-Gitá palpitam cânticos imperecíveis das mais altas virtudes.

Há quem descreia da História, quando afi rma que Zoroastro recolheu ensinamentos de Ormuzd (Espírito), nas eminências do Albordojeh; no entanto, as páginas do Zen-Avesta gravam com mestria a luta do bem contra o mal.

Há quem discuta a impossibilidade de haver Moisés revelado tantos poderes, à frente dos egípcios assombrados, mas o código de mandamentos por ele recebido de Jeová, no cimo do monte, é seguro alicerce aos preceitos essenciais da justiça.


Há quem veja loucura na decisão de Sidarta, ao abandonar o palácio paterno, sob as inspirações da Esfera Superior, a fim de consagrar-se aos infelizes; todavia, as lições guardadas por seus discípulos formam o venerável caminho budista do pensamento reto.

Há quem duvide dos fatos admiráveis que cercaram, na Terra, a presença do Cristo, relacionando acontecimentos medianímicos cuja legitimidade desafia todas as exigências da metapsíquica e da parapsicologia contemporâneas; entretanto, o Evangelho continua sendo o Livro Divino da Humanidade.

E, ainda hoje, há quem lance sarcasmo sobre os médiuns da atualidade, mas os livros basilares de Allan Kardec prosseguem como sólidos fundamentos da Doutrina Espírita, que atualiza agora as revelações do Mestre dos mestres.

Como é fácil observar os fenômenos mediúnicos que representam a ostreira das interrogações e dos experimentos humanos.

O livro edificante, contudo, é a pérola que passa a guarnecer o tesouro crescente da sabedoria que nunca morre.

Eduquemos, assim, a mediunidade, entre nós, para que ela possa surpreender e fixar a emoção e a ideia, a palavra e o trabalho dos mensageiros que supervisionam e conduzem o aperfeiçoamento terrestre, porque, em verdade, nesse ou naquele documentário, o livro é comando mágico das multidões e só o livro nobre, que esclarece a inteligência e ilumina a razão, será capaz de vencer as trevas do mundo.



Autor: Emmanuel
Do livro: Seara de Médiuns.

Um comentário:

Noêmia disse...

Boa tarde querido amigo! É muito importante valorizarmos e usarmos os livros que nos foram deixados com tanto conhecimento e apesar de algumas datas serem de muitos anos atrás, ainda tem um imenso e avançado conteúdo para pesquisa e conhecimento!
Abraço fraterno, Noêmia.

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