quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Lei dos Destinos

A Lei dos Destinos
A Lei dos Destinos
(...) No começo de sua caminhada, em sua ignorância e fraqueza, o homem desconhece e transgride, com frequência, a Lei. Daí, as provas, as enfermidades, as servidões materiais. Mas, ao esclarecer-se, ao aprender a pautar os atos de sua vida segundo a regra universal, expõe-se, cada vez menos, à adversidade.

Nossos pensamentos e nossos atos traduzem-se em movimentos vibratórios, e seu foco de emissão, pela repetição frequente desses mesmos atos e pensamentos, transforma-se, pouco a pouco, em um potente gerador, para o bem ou para o mal. Assim, o ser classifica-se a si próprio, pela natureza das energias das quais é o centro irradiador. Mas, enquanto as forças do bem se multiplicam por si mesmas e crescem incessantemente, as forças do mal destroem-se por seus próprios efeitos, pois estes efeitos retornam à causa, ao centro de emissão, traduzindo-se sempre por consequências dolorosas. Assim como todos os seres, o mau está submetido ao impulso evolutivo, por isso, forçosamente, vê crescer sua sensibilidade. As vibrações de seus atos, de seus pensamentos maus, após terem efetuado sua trajetória, voltam, mais cedo ou mais tarde, em direção a ele, oprimindo-o, constrangendo-o à necessidade de se reformar.

Este fenômeno poderia ser explicado cientificamente pela correlação das forças, por esta espécie de sincronismo vibratório que reconduz sempre o efeito à sua causa. Temos uma demonstração disto, neste fato bem conhecido: em tempo de epidemia, de contágio, as pessoas atingidas são, principalmente, aquelas cujas forças vitais se harmonizam com as causas mórbidas em ação, enquanto os indivíduos dotados de vontade firme e isentos de temor, geralmente, ficam imunes.


Ocorre o mesmo, do ponto de vista moral. Os pensamentos de ódio e de vingança, os desejos de prejudicar, só nos podem atingir e influenciar, se encontrarem, em nós, elementos que vibrem em uníssono com aqueles pensamentos e desejos. Caso nada tenhamos de similar, aquelas forças más deslizam, sem nos atingir, voltando àquele que as projetou, atingindo-o, por sua vez, no presente ou no futuro, assim que circunstâncias particulares as façam entrar na corrente de seu destino.



Autor: Léon Denis
Do livro: Problema do Ser e do Destino, cap. XIX

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