quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Façamos o mesmo

Façamos o mesmo
Façamos o mesmo
Quando alguém vai atravessar uma rua, há-de saber como fazê-lo, obedecendo às leis do trânsito para não incorrer em desastre, o mesmo acontecendo para viajar na direção de outra cidade ou visitar determinada pessoa ou repartição.

Atrás de tudo e de todos, vigem Leis orientando, medindo e prescrevendo o caminho certo, estabelecendo horários, direções, modos, linguagem, valores.

Assim também sucede na vida moral; por detrás de todas as atitudes, há leis que a superintendem, pesando e avaliando emoções e ideais.

Por isso, a preguiça, a cólera e o egoísmo impõem prejuízos fatais, da mesma forma que a diligência no bem, a paz e a caridade trazem vantagens inapreciáveis. Para essas leis não há erros nem exceções. São firmes, constantes, inderrogáveis.

Eis aí o valor do Espiritismo. Ele expõe as minúcias das leis quenos governam, munindo a criatura de defesas e conhecimentos para que erre menos e acerte mais, superando as próprias fraquezas.

A convicção do espírita no Espiritismo é igual à convicção serena e racional do matemático na Matemática, do químico na Química, do biólogo na Biologia: o Espiritismo mostra as causas, o espírita aprende a controlar os efeitos.


Da mesma forma que a Astronomia demonstra, explica e interpreta a gravitação, a obliquidade da eclíptica e muitos outros fenômenos exatos e invariáveis da mecânica celeste, constrangendo o astrônomo a aceitá-los pacificamente, para não desajustar observações e cálculos, o Espiritismo demonstra, explica e interpreta a existência das leis do carma, da reencarnação, da sintonia e do intercâmbio entre os Espíritos e muitas outras leis exatas e invariáveis, compelindo o espírita a aceitá-los pacificamente para não falsear diretrizes e decisões.

Depreende-se que o espírita não goza de vantagens especiais para viver na Criação, porém, com a força que o Espiritismo lhe propicia, muito pode para vencer a si mesmo. Ciente dos princípios que lhe orientam o espírito, o espírita torna-se capaz de orientar suas próprias ações.

Raciocinando com essas certezas evidentes, não inculpes alguém por tristeza ou fracasso que te assediem. A rigor, ninguém te pode fazer infeliz, de vez que assumes voluntariamente as atitudes que te infelicitam.

Também urge apreciar que nunca somos vítimas das circunstâncias, somos vítimas de nós próprios, das ideias, das emoções e das escolhas entre o melhor e o pior, que adotamos no conjunto das leis que nos regem.

Reconheçamos que os nossos problemas não são novos. Para galgarem as eminências de onde nos inspiram, os grandes luminares da Espiritualidade enfrentaram todos os problemas que nos assaltam e tudo deram de si para superá-los. Se aspiramos à elevação, façamos o mesmo.



Autor: Umberto Brüssolo
Do livro: Seareiros de Volta.

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