sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Graduação do Conhecimento

Graduação do Conhecimento
Graduação do Conhecimento
“Todo ensinamento deve ser proporcional à inteligência daquele a quem ele se dirige.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 24, it. 4, 1o§, CELD.)


Que Jesus Cristo nos ajude e abençoe, agora e sempre!

Falando sobre Jesus, sempre é interessante observarmos que um Mestre tão grandioso quanto ele utilizaria os variados recursos ao seu alcance para nos fazer entender uma mensagem toda de equilíbrio, de paz e de confiança em Deus.

Ao ensinar que, às vezes, Jesus falava através de uma linguagem desconhecida de todos, uma linguagem por parábolas, como se fala, ele quer nos ensinar que algumas vezes não podemos dizer toda verdade, porque esta pode trazer um transtorno àquele que ouve. Daí seguramente precisarmos utilizar a linguagem cifrada ou uma linguagem no nível de compreensão das pessoas, de modo que elas possam absorver o conhecimento de forma paulatina e equilibrada.

Quantas vezes, a pretexto de dizermos tudo o que sabemos, sufocamos o próximo com o nosso conhecimento, sem dar ao mesmo a oportunidade de assimilar os assuntos que temos para dizer-lhes.

De outras vezes, somos tão impertinentes que desejamos que as pessoas aceitem o que lhes falamos sem pensar que a cultura que possuem, o conhecimento, as verdades em que foram criadas são diferentes das nossas. E o nosso pensamento, a nossa atitude em dizer a elas tudo o que pensamos, a mais das vezes não passa de pura demonstração de conhecimento, sem que seja demonstração de sabedoria, pois que se houvesse sabedoria, falaríamos na hora e no momento adequado.


Em outras ocasiões julgamos que as pessoas não são capazes de nos entender e adotamos uma forma de mutismo silencioso, verbalmente, entretanto, vívido, forte e mentalmente dizendo às pessoas: não é capaz de entender o que estou falando. E com isso tornamos as pessoas como que crianças e as declaramos incapazes de nos compreender. Entretanto, partindo de Jesus o posicionamento era bem outro, ele nos falava por parábolas porque o seu conhecimento ia muito além, sua visão do mundo e das pessoas abarcando os séculos, talvez milênios, não poderia ser exposta claramente para todo o mundo, por isso ele falava de modo que nós só mais tarde pudéssemos entender sua mensagem.

Pensemos caros irmãos, em como Jesus falava e quais os seus objetivos.

E em nós ajamos sempre com equilíbrio sim, mas sem nos julgarmos superiores a ninguém. Busquemos a palavra sensata, amorosa, justa, apoiadora sem nos sentirmos superiores a ninguém.

Que o Mestre Jesus, que tanto nos tem ensinado, possa continuar a nos ensinar hoje e sempre que a verdadeira sabedoria está na simplicidade com que falamos as coisas.

Que Deus nos ajude a todos, nos abençoe e nos conduza agora e sempre!

O irmão Iandaiá.


Autor: Iandaiá
Do livro: Focos de Luz.

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