segunda-feira, 5 de março de 2018

Médiuns

Médiuns
Médiuns
“A mediunidade é ensejo de serviço e aprimoramento, resgate e solução.”
Emmanuel

Segundo Allan Kardec, há médiuns especiais.

São aqueles “dotados de aptidões particulares”, em que as comunicações guardam relação com a natureza do Espírito, trazendo, invariavelmente, o cunho da sua individualidade.

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Há médiuns que têm aptidões no sentido de transmitirem mensagens de poetas, músicos, desenhistas, médicos, etc.

De acordo com o codificador, são esses os chamados “médiuns especiais”.

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Em tudo, vige o problema da sintonia, da afinidade.

Conhecimentos adquiridos pelo Espírito do médium no passado favorecem a comunicação, considerando como base dessa sintonia que o médium é sempre um instrumento mais ou menos sensível.

Na arte ou na literatura.

Na poesia ou na pintura.

Na Medicina ou no campo do Direito.


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Os médiuns, através dos quais realizam os Espíritos operações cirúrgicas, terão conhecido a arte operatória noutras encarnações.

Sensitivos ou impressionáveis são os médiuns suscetíveis de sentirem a presença dos irmãos desencarnados por uma impressão geral ou local, sujetiva ou ponderável.

A maioria desses médiuns distingue os Espíritos Bons dos menos elevados.

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Entendamos a classificação “impressionável” como símbolo ou indicação de “maior capacidade para registro de impressões”.

Essa faculdade, como as demais, também se desenvolve.

O hábito educa-a.

A natureza do Espírito é reconhecida pelo sensitivo pelas impressões que a sua presença lhe causa.

Allan Kardec, exemplificando, observa: “(...) o cego reconhece, por um certo não sei que, a aproximação de tal ou tal pessoa.”

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O codificador ensina que certas pessoas registram carga maior de eletricidade e dá-lhes a denominação de “pessoas elétricas”.

Sobre o assunto, o insigne missionário esclarece que não é, a rigor, mediunidade, embora, a exemplo do sonâmbulo, possam ser assistidas por Espíritos, quando, então, surge a condição de médium.

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O Espiritismo, pelo incentivo à renovação íntima, no campo do sentimento e da moral, constitui elemento de auxílio às pessoas que apresentam essa disposição natural.

O cultivo das qualidades enobrecedoras estabelece ligação do indivíduo com entidades desencarnadas, sempre prontas a virem em socorro daqueles que se esforçam para se melhorar.

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O conhecimento evangélico-doutrinário, afeiçoando-as a valores mais altos, ajuda às chamadas “pessoas elétricas”.



Autor: Martins Peralva
Do livro: Mediunidade e Evolução.

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