quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Ao Encontro do Senhor da Vida

Ao Encontro do Senhor da Vida
Ao Encontro do Senhor da Vida
Que o amor único de Deus inspire todas as nossas almas para o bem! (...) O que o Senhor tem-nos feito sempre, senão nos alertar para a necessidade de ultrapassarmos as nossas lutas e dificuldades diárias?

Observamos aqui, acolá, em vários setores da vida, que os homens proclamam: “O que eu mais desejo é a paz!” Entretanto, quase sempre são incapazes de estender as mãos a alguém, até mesmo pretextando amor-próprio.

Ora, ao que me parece, o homem terreno reencarna, justamente, para mudar certos padrões, aprender novos roteiros, transformar os próprios conceitos de vida; mas, por si mesmo, ele não sabe ou não pode ainda conduzir a realidade da sua existência. Ainda somos suscetíveis, ainda pensamos de modo direcionado; falta-nos visão ampla da vida, dos seres, das coisas. Foi por isso que Jesus veio ao nosso encontro(...)

Se prestarmos também atenção aos nossos atos, teremos motivos para observar certas falhas do nosso coração: a intransigência, a incapacidade de compreender as dificuldades dos outros; aquilo que Jesus tão bem traduziu, dizendo assim: “Foi pela dureza dos vossos corações que Moisés proibiu”..
.
Substituindo-se essa figura tão importante, como foi a de Moisés, poder-se-ia acrescentar:

“Foi pela dureza dos vossos corações que Jesus veio à Terra”.

O espírita verdadeiro, porque há notoriamente os aprendizes de Espiritismo, dirá:


“Mas se Jesus veio à Terra por minha causa, por que é que eu não me dou conta das minhas falhas?”

Meus irmãos, eu acabei de lembrar que nós precisamos aprender a conduzir os nossos padrões mentais e palavras pelos padrões de Jesus.

Ele veio justamente porque ainda somos inferiores. Não basta que ele tenha vindo; é preciso que procuremos superar as próprias lutas e dificuldades, fazendo o mínimo que ele nos pede, que prestemos atenção aos seus ensinamentos, suas conclusões, sua proposta de falar.

Poderemos objetar: “Se eu presto atenção à proposta de trabalho de Jesus e comparo com a minha própria proposta, vejo uma distância tão grande, que acabo desistindo de lutar.

É muito comum o homem que tem meios de se transformar alegar a própria ignorância, a própria inquietação, a própria distância da Lei.

Como tem medo de se transformar, ele alega essa distância. Jesus, porém, é tão bondoso, é tão previdente, que deu para nós a

figura do anjo guardião, que estará ao nosso lado, conduzindo-nos, esperando-nos. Já que estamos tão distantes de Jesus, o Mestre colocou alguém entre ele e nós. Dessa forma, não poderemos alegar que estamos distantes de Jesus, uma vez que temos alguém que nos ouça, leve até ele as nossas preces e traga dele a resposta de que necessitamos.

O anjo da guarda poderá ser uma criatura, como também estar representado na forma de um livro, um curso, uma tarefa; enfim, qualquer coisa que fique entre nós e Jesus.

Imaginemos, para falarmos de Doutrina Espírita, a distância que existe entre o homem comum da Terra e os conceitos básicos da Doutrina. O distanciamento

é muito grande, mas existem tantos livros, tantas mensagens de apoio, tantas palestras que nos ajudam a entender tudo isso ou todo esse ensinamento, que vemos ao nosso lado esses seres intermediários.

A cada estudo, a cada palestra, a cada livro lido, nos aproximamos desses generosos, poderosos benfeitores que, por sua vez, nos aproximam de Jesus.(...)

Temos Jesus, temos a Doutrina, temos um anjo guardião; só falta levantar e ir ao encontro desse esforço que todos nós temos por cumprir.

Agora, elevemos os nossos pensamentos a Jesus, como se estivéssemos numa estrada pavimentada de lírios, como se caminhássemos na direção desse bondoso Mestre e estendêssemos as mãos a esse guia que nós conhecemos, dizendo assim:

“Ajuda-me a dar este passo! Não me deixes fraquejar! Não me deixes sozinho!”

E continuemos a andar... lentamente... mas a andar. Sentiremos nossas pernas roçar os lírios e o perfume deles penetrando pelas nossas narinas, penetrando em todo o nosso corpo, e diremos:

“Senhor! Senhor! Ajuda a minha incredulidade. Não me deixes faltar a fé, Senhor, para que eu não venha a falir. Senhor! Senhor! Conduz-me, protege-me, dá-me tua força”.

Certos do apoio desse grande Senhor da Vida, diremos do fundo do nosso coração:

“Senhor, eu creio, mas eu sou tão pequenino, que te peço ajuda para a minha incredulidade”.

Que Deus, meus caros amigos, se apiede das nossas almas, dando-nos novas forças e dizendo a cada um:

Vinde! Vinde, ao encontro do Senhor da Vida!

Graças a Deus!

Que esse mesmo Mestre e Senhor nos ampare e proteja, agora e sempre!

Vosso irmão,




Autor: Antônio de Aquino
Do livro: Inspiração do amor único de Deus, vol. 1.

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