terça-feira, 4 de dezembro de 2018

As Percepções do Espírito

As Percepções do Espírito
As Percepções do Espírito
É evidente que os Espíritos Superiores, na resposta a Kardec, referiam-se à condição natural do espírito, quando afi rmaram que, “no estado de liberdade”, as suas percepções “não estão localizadas”.

O espírito, repetimos, não tem forma definida – ele é puro pensamento! Todavia, quando se reveste de qualquer envoltório, não importando se é mais ou menos grosseiro, as suas percepções se expressam através dos órgãos que as circunscrevem.

No perispírito, por exemplo, que pode ser mais ou menos denso, os sentidos do espírito ainda se manifestam de modo convencional, ou seja: o sentido da visão, através dos olhos; o da fala, pela boca e, assim, sucessivamente. Apenas aos menos apegados às sensações do corpo material que deixaram, comunicam-se telepaticamente; na grande maioria, embora as percepções se mostrem um tanto mais ampliadas, eles continuam se expressando através dos órgãos correspondentes, inclusive no que tange às características da sexualidade.

À questão seguinte, de número 250, os Espíritos responderam: “O Espírito não vê e não ouve senão o que ele quiser. Sito de uma maneira geral, e sobretudo para os Espíritos elevados, porque os imperfeitos ouvem e veem frequentemente, queiram ou não, aquilo que pode ser útil ao seu melhoramento”.


Vejamos que, com a evolução, o Espírito adquire também certa capacidade relativa em suas faculdades; sendo assim, de acordo com o seu grau de aperfeiçoamento, ele poderá enxergar treva onde existe luz, ou luz onde existe treva!

Em alguns espíritos, guardadas, é óbvio, as devidas proporções, o corpo espiritual chega a ser mais rústico e primitivo do que o corpo material, sendo que as suas percepções, no estado de desencarnado, se apresentam com idênticas ou maiores limitações com que se lhe apresentavam na Terra.



Autor: Irmão José
Do livro: Andai eEnquanto Tendes Luz

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