domingo, 23 de dezembro de 2018

Somos de Deus

Somos de Deus
Somos de Deus
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!(...)

Jesus, como sempre, nos alerta sobre a necessidade do pensar superiormente. Diz-nos o Mestre: “Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro”.

Meus irmãos, pensemos bem na nossa realidade interna. Muitas vezes, proclamamos que fomos atraídos por uma força qualquer, parecendo que a força que nos atrai tem um poder superior ao nosso. Não é bem assim; não há força que atraia um ser que não deseje ser atraído.

Jesus trouxe para junto de si as almas de todos aqueles que já estavam cansados do mal. Jesus trouxe para junto de si todos aqueles que desejavam conhecer o bem, que desejavam ter um momento de paz, que precisavam da paz; entretanto, os sacerdotes e Pôncio Pilatos carregavam consigo, também, os que neles acreditavam. Uns, os bondosos, os caridosos, os desejosos de paz, seguiram Jesus. Os outros, os infelizes, os aproveitadores, os fanáticos, os cruéis, os que não tinham caridade no coração, aqueles seguiram apegados aos sacerdotes. Assim, observamos que o homem busca aquilo com que mais se afine.


Esqueçamos um pouco o Cristo, agora. Transportemo-nos para o dia de hoje. Qual é a realidade da sociedade terrena? Dizem que ela está doente. Alguns falam que está perdida; outros proclamam que não há mais o que fazer, parecendo que a sociedade não tem mais jeito.

Ah! meus irmãos, não falem isso jamais! A sociedade não está perdida. Os filhos não estão perdidos. Os velhos não estão mais sem assunto. Os jovens também não estão sem direção. O que existe é o fato de que o homem, este sim, esteja perdendo a consciência de seus próprios valores.(...)

O malfeitor, aquele que engana, aquele que faz coisas repreensíveis, não representa a sociedade; ele é um indivíduo. O que faz é por conta própria. Ao proclamar uma inverdade, ele o faz acreditando que alguns pensem como ele. Em realidade, ele fala certo de que muitos vão segui-lo, porque acredita na falta de coragem do homem. Sabe que está enganando a todos; reconhece que as pessoas sabem que ele está enganando, mas continua acreditando que alguém vá segui-lo, alguém que tenha medo de expressar as próprias convicções, que tenha medo de dizer o que pensa.

Ah! meus irmãos, quando será que não mais nos amedrontaremos diante de Jesus? Quando será que diremos para nós mesmos: basta de errar! Quando será que diremos para todos aqueles que nos cercam: Sou de Deus! Quando será que, sem medo, diremos do fundo do nosso coração: Creio na comunicação dos espíritos; creio na imortalidade da alma. Sei que não desaparecerei; ao contrário, caminharei, sempre, em busca do mais Alto, do mais elevado!

Ah! meus irmãos, procurem pensar detidamente sobre esta doutrina que o Cristo enviou à Terra, a chamada Doutrina Espírita. Lembremo-nos de que Jesus acreditou que nós todos estivéssemos à altura de ouvir a mensagem reveladora, principalmente da imortalidade da alma, da reencarnação, da comunicação mediúnica.

Não temam dizer o que são nem quem são; menos, ainda, o que querem. Digam, do fundo do coração: Meu pacto é com o progresso. Meu líder é Jesus. Meu pai é Deus. E assim fazendo, caminhem com felicidade por onde estiverem. Andem pelas estradas da vida, proclamando Jesus, falando de suas crenças, lutando pela certeza da imortalidade. Desculpem sinceramente, e sem alaridos, aqueles que se insurgirem contra vocês. Prossigam buscando Deus acima de todas as coisas, e jamais temam. Temam, sim, por vocês mesmos, quando não sentirem no coração a coragem da fé; porque aí, então, estarão distanciados de Deus.

Agora, ao nos despedirmos, queremos louvar a Deus e a Jesus, dizendo ao Mestre: Jesus, de nossa parte, queremos dizer que te amamos e te buscamos sempre! Que em ti e por ti viveremos! Que lutaremos pela integridade da tua Doutrina! Que viveremos o teu amor! Muitas vezes seremos falho; muitas vezes ouviremos tuas admoestações. De nosso coração, Senhor Jesus, sempre te diremos: Sou teu para sempre!

Quando nosso coração, após essa prece, que deverá ser dita por nós a cada noite, se voltar para Deus, diremos, Pai nosso, que estás nos céus, ajuda-me a prosseguir!

Após essas preces, essa demonstração de confiança em Deus, sigamos, vida afora, dizendo, sempre, de coração alegre, confiantes, que não tememos a morte, mas sim as nossas dificuldades. Jamais tememos o poder do mundo, mas sim a nossa descrença. Por isso mesmo iremos lutar não contra o mundo, mas sempre contra nossas imperfeições.

Na certeza de que iremos vencer a batalha contra a própria ignorância, falaremos sempre e sempre: Hei de ser de Deus!

Muita paz, meus irmãos!

Antonio de Aquino, pelo amor de Deus.

Muita paz!


Autor: Antônio de Aquino
Do livro: Inspirações do amor único de Deus, vol. 1.

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