sexta-feira, 8 de maio de 2009

Em torno da morte

Consideram, os homens, a morte como fantasma apavorante, capaz de aprisionar pela eternidade o espírito humano.

Capitulamos em sofrimentos inauditos diante do corpo querido, emudecido e pálido, distanciando-nos da realidade sob o véu do pranto e da dor inominável. Vertemos para o imo d'alma o veneno do materialismo, concebendo os entes queridos ocultos pela morte, no sorvedouro do nada.

Grande é a missão do Cristianismo arrebatando do túmulo os corações estremecidos e dando-lhes a posição de seres imortais.

Imenso o poder do Consolador, o Cristianismo redivivo que liberta dos grilhões da ignorância a mente humana, apresentado a visão da grandeza universal, iluminada pelo amor de um Pai de infinita bondade.

Hoje, na fonte luminosa do conhecimento maior, consideramos a morte, no espírito divino da libertação, para os caminhos da evolução.

É o fenômeno da morte o renascimento do espírito no plano espiritual.

É a morte o aconchego da família humana nos ninhos luminescentes das estrelas, doando-lhe novos planos de reabilitação ou sublimes programas de ascensão.

Segue o espírito caminhos tão grandiosos que somente àqueles que compreendem a Doutrina salvadora é dado sentir, ainda na Terra, os planos de Deus, para a ventura sem par de suas criaturas.

Quão grande é o amor de nossso Pai, concedendo-nos na fonte da reencarnação os meios de libertação de erros seculares e a correção de nossa insustentável rebeldia.

Compreendendo o amor de nosso Mestre que nos abraça com seu carinho e desvelo incessante, ergamo-nos sob as luzes do Evangelho redentor.

Entendendo o verdadeiro sentido da nossa libertação através da morte, agradeçamos ao Senhor que nos renova as possibilidades para ascendermos, sempre mais, para a vida do infinito.

Deus é Pai amantíssimo, abençoando-nos os pequeninos esforços.

Compreendamos pois, o sentido do fenômeno que nos restringe a vida no plano carnal, para nos espiritualizar e crescer para a vida real, buscando as flores da paz para o coração oprimido.

Espalhemos a Boa Nova em sua grandiosa verdade, apresentando aos homens a generosidade dos céus, quando nos liberta da carne densa e doentia, dos sofrimentos atrozes, das cadeias e compromissos, quase sempre frustados, para realizarmos em novas etapas o crescimento e a aprovação da consciência para Deus.

Bezerra de Menezes

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