domingo, 17 de maio de 2009

Nos dons da pregação

Não te desalentes, na difusão dos nobres princípios cristãos, porque os ouvidos que te recolhem as palavras continuam desatentos.

Se o companheiro que parecia seguro caiu, levanta-o, distendendo as mãos afeiçoadas, e reconforta-o outra vez.

Se o ouvinte partiu, ansioso, para se entregar, inerme, ao erro, considera-lhe a imprevidência, e volta a encorajá-lo na luta contra o mal.

Se o doente, em recuperando a saúde, retornou à posição anterior, distante dos companheiros e dos compromissos morais, esclarece-o, ainda mais, quanto à responsabilidade e ao dever.

Se o acompanhante se apresenta entediado, com evidentes sinais de enfado, renova-lhes as forças na fé pura, e demora-te ajudando.

Se a injúrioa te chega ao coração, desculpa o golpe partido do beneficiado das tuas mãos, e persevera socorrendo.

Se a maldade enrrosca os teus pés no poste da aflição, examina a própria atitude, e permanece amparando.

Se desprezado, não revides com azedume, e esforça-te por ser útil sempre.

Se insultado pelos comensais do teu carinho e dos teus ensinos, esquece qualquer ofensa, e ampara sem mágoas.

O desatento é espírito imaturo.

O perseguidor é instrumento de várias enfermidades.

O zombeteiro ignora-se.

O imprevidente é "criança espiritual".

O mau é náufrago em si mesmo.

No meio de todas as deserções e fracassos, originados na pobreza de forças que te rodeiam, cobra alento novo em Jesus Cristo, estando seguro de que és apenas servidor, em tarefa de auxílio e que todos os resultados a Ele pertencem, como todo bem dEle procede. E, após as fadigas, continuando feliz, descobrirás, nos recessos da alma, a virtude e o amor resplandecentes como luz de Deus a clarear-te por dentro.

Joanna de Ângeles

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