sábado, 6 de junho de 2009

Loucura suicida

Motivo algum pode ser levantado para abonar o homem pela destruição do próprio corpo, derrapando no infeliz despenhadeiro do suicídio cruel.

As consequências danosas, que a atitude malsã promove entre os que ficaram na Terra, são adicionadas à economia da sua desdita, porquanto a fuga do corpo não libera ninguém dos compromisso que assumiu, bruscamente interrompidos, mas não liberados.

O suicida, infelizmente, adia, com gravames, a realização dos deveres e dificuldades que lhe cumpre atender.

Ocultando, ante as soberanas leis, o orgulho que o cega, e a rebeldia que o anestesia, o suicida não logra fugir do que se deseja afastar, sofrendo a larga pena de acompanhar e viver os problemas que lhe pareciam insuportáveis.

Ingrato, em relação ao amor de Deus, antecipa o que ocorrerá naturalmente, no tempo oportuno, quando retornará em triunfo, já que ninguém ficará na Terra, sem experimentar a morte do corpo somático.

Educa a mente no bem e disciplina o comportamento moral, jamais oferecendo guarida às idéias suicidas.

Mentes desatreladas da matéria, em regime de ociosidade ou vampirismo, trabalham mediante hipnose persistente, inspirando estados de alienação que culminam no suicídio.

Cultiva o hábito da prece e dá guarida aos pensamentos otimistas, estimulando conversações edificantes com que se desvencilharás dos cipós que asfixiam, levando à auto-destruição.

Trabalha para o bem geral, liberando-te da presunção e do egoísmo, de mãos dadas ao amor fraternal, e o amor fraternal conduzir-te-á com segurança por todos os dias, até o término da tua vilegiatura física.

O que ora te falta, fruirás mais tarde; a dor moral que te espezinha agora, logo mais terá desapercebido; o afeto que se foi além, abandonando-te com ingratidão, encontrarás adiante; a calúnia que padeces, depois será diluída; a enfermidade ultriz, que por enquanto te dilacera, cederá lugar à saúde perfeita, posteriormente; a solidão aparente que te aturdes nestes dias, será sucedida pelas companhias abençoadas, se esperares.(...)

Suicidar-se, jamais!

Nem através da atitude violenta, final, irreversível, nem pelos largos métodos indiretos, elaborados pela insensatez e sustentados pelo materialismo.

Joanna de Ângelis

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