segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Memória


A memória
Os mínimos detalhes de nossa vida gravam-se em nós e nos deixam marcas indeléveis. Pensamentos, desejos, paixões, atos bons ou maus, tudo se fixa, tudo fica gravado. Durante o curso da vida normal, as lembranças se
acumulam em camadas sucessivas e as mais recentes acabam, aparentemente, apagando as mais antigas. Parece que esquecemos aqueles mil detalhes de nossa existência finda. Entretanto, nas experiências hipnóticas, basta evocar o tempo passado e recolocar o “sujet”, pela vontade, em uma etapa anterior de sua vida, em sua juventude, ou até mesmo na infância, para que aquelas lembranças reapareçam em massa. O “sujet” revive seu passado, não apenas com o estado de alma e a associação de ideias que lhe eram peculiares à época — ideias
às vezes bem diferentes das que ele professa atualmente — com seus gostos, seus hábitos, sua linguagem, mas também reconstituindo, automaticamente, todo o conjunto dos fenômenos físicos contemporâneos daquela época. Isto nos leva a reconhecer que há uma correlação estreita entre a individualidade psíquica e o estado orgânico.



Cada estado mental está associado a um estado fisiológico; a evocação de um, na memória dos “sujets”, logo
provoca o aparecimento do outro.

Como ocorrem as flutuações constantes e a renovação integral do organismo físico em alguns anos, este fenômeno seria incompreensível sem o papel do perispírito, que guarda em si, gravadas em sua substância, todas as impressões de outrora. É ele quem fornece à alma o total de seus atos conscientes, mesmo após a destruição da memória cerebral. Os espíritos o demonstram, por suas comunicações, pois conservam, no Espaço, as mínimas lembranças de sua existência terrestre.


Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino

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