segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Lei do Progresso


A Lei do Progresso
A lei do progresso não se aplica somente ao homem. Ela é universal. Há, em todos os reinos da Natureza, uma evolução que foi reconhecida pelos pensadores de todos os tempos. Desde a célula verde, desde o vago embrião boiando sobre as águas, através de séries variadas, a cadeia das espécies desenrolou-se até nós.

Nesta cadeia, cada elo representa uma forma de existência que conduz a uma forma superior, a um organismo mais rico, mais bem adaptado às necessidades, às crescentes manifestações da vida. Mas, na escala da
evolução, o pensamento, a consciência, a liberdade só aparecem depois de muitos degraus. Na planta, a inteligência dorme; no animal, ela sonha; só no homem ela desperta, se reconhece, se possui e se torna consciente. A partir de então, o progresso, de certa forma fatal nas formas inferiores da Natureza, só pode ocorrer pela concordância da vontade humana com as leis eternas.



É por esta concordância, por esta união da razão humana à razão divina, que se edificam as obras preparatórias do reino de Deus, isto é, do reino da Sabedoria, da Justiça, da Bondade, do qual todo ser racional e consciente traz em si a intuição.

Assim, o estudo das leis da evolução, longe de invalidar a espiritualidade do homem, vem, ao contrário,
dar-lhe uma nova sanção. Ensina-nos como nosso corpo pode derivar de uma forma inferior pela seleção natural, mas nos mostra, também, que possuímos faculdades intelectuais e morais de uma origem diferente e esta origem nós a encontramos no Universo invisível, no mundo sublime do espírito.

A teoria da evolução tem de ser completada pela da percussão, isto é, pela ação das potências invisíveis, que
dirigem, estimulam esta lenta e prodigiosa marcha ascensional da vida no globo. O mundo oculto intervém,
em determinadas épocas, no desenvolvimento físico da Humanidade, como intervém no âmbito intelectual e moral, pela revelação medianímica. Quando uma raça, tendo atingido seu apogeu, é sucedida por uma raça nova, é racional acreditar que uma família superior de almas encarna entre os representantes da raça exaurida, para fazê-la subir um degrau, renovando-a e confeccionando-a à sua imagem. É o eterno casamento entre o céu e a Terra, a íntima penetração da matéria pelo espírito, a efusão crescente da vida psíquica na forma em processo de evolução.


Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino

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