segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Compaixão para os ofensores


Compaixão para os ofenssores
Realmente, a compaixão é o tratamento mais elevado e mais justo que devemos prestar àqueles que nos ofendem.

Quem sofre com paciência e perdão, solve a dívida do passado ou acumula créditos no porvir; todavia, quem gera  flagelação para os outros, não sabe quando conseguirá extinguir a flagelação em si mesmo.

Sempre que insultado pelas trevas da incompreensão, guarda a serenidade e auxilia sempre.

A cabeça do calculista, que se aproveita do raciocínio para estender a penúria, pode amanhã transformar-se no esconderijo da loucura, e as mãos que apedrejam serão talvez mirradas pela atrofia.



A alma do desertor encontra os fantasmas que teme e o verbo do maldizente talvez amanhã será compelido à dolorosa mudez.

Os olhos que se alegram na crueldade conhecerão a cegueira e os pés que se movimentam na distribuição da calúnia passarão, muitas vezes, por terríveis mutilações.

Compadece-te de todos os que se confiam ao mal, porque ninguém sabe quantas lágrimas chorará o mandante do sofrimento nas grades do remorso, para lavar-se contra o lodo da culpa.

Arma-te de coragem para fazer o bem, ainda mesmo que espinheiro e nuvens, fogo e fel te cruzem a jornada
escabrosa na Terra, porque só o bem é capaz de fundir as algemas do ódio, convertendo-as em divinos laços de amor.

Recorda o Cristo, bendizendo aqueles que Lhe chagaram o coração, e segue adiante, abençoando e servindo
sempre, na certeza de que os carrascos de hoje serão, sem dúvida, os penitentes de amanhã, sentenciados não por ti, mas pelo estigma do remorso que lavram, desprevenidos e insensatos, em desfavor de si mesmos.


Autor: Emmanuel
Do livro: Esclínio de luz

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