domingo, 3 de junho de 2012

A evolução perispiritual


Evolução perispiritual
Como o carvalho guarda em si a marca de seus desenvolvimentos anuais, o perispírito também conserva, sob suas aparências presentes, os vestígios das vidas anteriores, estados percorridos sucessivamente. Esses vestígios repousam em nós, muitas vezes esquecidos; mas desde que sejam evocadas, desperta-se a lembrança, reaparecem como outras tantas testemunhas, balizam a estrada longa e penosamente percorrida.


Os espíritos atrasados têm envoltórios espessos, impregnados de fluidos materiais. Sentem, ainda depois da morte, as impressões e as necessidades da vida terrestre. A fome, o frio, a dor subsistem para os mais grosseiros dentre eles. Seu organismo fluídico, obscurecido pelas paixões, só pode vibrar fracamente e suas percepções são, portanto, mais restritas. Eles nada sabem da vida do Espaço. Tudo neles e em torno deles são trevas.


A alma pura, livre das atrações bestiais, transforma seu perispírito e o torna semelhante a si mesma. Quanto mais esse perispírito for sutil, vibrará com mais força, suas sensações se ampliarão. Participa de modos de existência dos quais podemos apenas ter uma ideia. Embriaga-se das alegrias da vida superior, das magníficas harmonias do Infinito. Tal é a tarefa do espírito humano e a sua recompensa: pelos seus longos trabalhos, habituar-se com novos sentidos, de uma delicadeza e de um poder sem limites; dominar as suas paixões brutais, fazer do espesso envoltório primitivo uma forma diáfana, resplandecente de luz. Eis a obra determinada para todos e que todos devem perseguir através das etapas inumeráveis, na estrada maravilhosa que os mundos desenvolvem sob seus passos.

Autor: Léon Denis
Do Livro: Depois da Morte.

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