terça-feira, 3 de julho de 2012

A presença de Deus


A presença de Deus
Em plena glória da Criação o homem vê, ouve, sente, pensa e, não poucas vezes, dá-se conta da presença de Deus. 

Busca-o na dor, roga-lhe auxílio quando se lhe debilitam as forças, suplica-lhe soluções para os problemas que engendra, e tomba na revolta caso não seja atendido no que deseja e conforme aspira. A sua imaturidade psicológica supõe-no um Ser com pendores protecionistas e com paixões humanas, capaz de conceder privilégios a uns em detrimento de outros, simultaneamente portador de caprichos que se exteriorizam em indiferença pelas criaturas como desforços e vinganças ao encontrar-se contrariado... 

Normalmente ficam de lado, nos programas de reflexões, os pensamentos e análises sobre a Divindade. 

Aqueles que a aceitam, fazem-no por automatismo; aqueloutros que a negam, não se preocupam em reconsiderar os conceitos. Dizem-se brigados, há muito tempo, decepcionados. Outros, porém, desistem de meditar em torno da questão, porque se creem incapazes de qualquer entendimento. 


Nessas diversas posturas mentais defrontamos a acomodação e a indiferença. Para quem assim se comporta, Deus é uma questão para oportunamente, para depois... 

Alguns indivíduos, que se acreditam intelectualizados, afirmam que já superaram o tema e não têm necessidade de Deus: são autossuficientes. Outros, apegam-se-lhe com uma fé ingênua, atávica, e não podem passar sem chamar-lhe o nome, em dependência irracional. 

Deus, porém, está em tudo e mantém o Universo. 

Desde as leis soberanas que governam o Cosmo, até aqueloutras que agregam e especificam as micropartículas. 

Duzentos bilhões de astros na Via Láctea voluteiam ante a grandeza de cem milhões, aproximadamente, de 
galáxias, movendo-se no infinito do tempo e do espaço, sustentadas pelo equilíbrio em toda parte vigente. 

Universos paralelos, quasares, buracos negros, desafiam as mentes humanas, que somente agora os detectam, misteriosos, portadores de informações que surpreendem as mais audaciosas concepções sobre a sua origem e a da vida universal...

Todavia, se alguma dificuldade te surge para entendê-lo, ama-o, entregando-lhe o coração e a vida, conforme lecionou Jesus com ternura e emoção ao denominá-lo Nosso Pai. 


Autor: Joanna de Ângelis
Do Livro: Momentos de Iluminação

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