sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tudo se encadeia


Tudo se encadeia
Tudo se encadeia e se liga no Universo, tanto no moral como no físico, dizem-nos os espíritos. Na ordem dos fatos, do mais simples ao mais complexo, tudo é regulado por uma lei; cada efeito se refere a uma causa, e cada causa engendra um efeito idêntico a ela própria. Daí, no domínio moral, o princípio de justiça, a sanção do bem e do mal, a lei distributiva que dá a cada um segundo suas obras. Como as nuvens formadas pela vaporização solar recaem fatalmente como chuva sobre o solo, assim também as consequências dos atos efetuados recaem sobre seus autores. Cada um desses atos, cada uma das volições do nosso pensamento, segundo a força de impulsão que lhe foi impressa, efetua sua evolução para retornar com seus efeitos, bons ou maus, em direção à fonte que os produziu.


Assim, as penas e recompensas se repartem sobre os indivíduos pelo jogo natural das coisas. O mal, como o bem, tudo volta ao seu ponto de partida. Há faltas que produzem seus efeitos no próprio curso da existência terrena. Há outras, mais graves, cujas consequências se fazem sentir somente na vida espiritual e, às vezes, mesmo nas encarnações ulteriores.

A pena de talião nada tem de absoluta. Não é menos verdade que as paixões e as más ações do homem trazem resultados sempre idênticos, aos quais não se poderia subtrair. O orgulhoso prepara para si um futuro de humilhação; o egoísta cria em torno de si o vazio e a indiferença e duras privações aguardam os sensuais. Aí está a punição inevitável, o remédio eficaz que curará o mal na sua causa, sem que nenhum ser tenha que se constituir em carrasco de seus semelhantes.


Autor: Léon Denis
Do Livro: Depois da Morte

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