quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A serviço do Cristo


A serviço do Cristo
“Compreendemos que os espíritos superiores não se ocupam de coisas que estão abaixo deles; mas, perguntamos se, em razão de serem mais desmaterializados, teriam a força de fazê-lo, se tivessem disso vontade?

“Eles têm a força moral como os outros têm a força física; quando têm necessidade dessa força, servem-se daqueles que a possuem. Não vos foi dito que se servem dos espíritos inferiores como fazeis com os carregadores?” (Cap. IV – Segunda Parte – item 74.) 


O trabalho da construção do reino divino na Terra permanece sob a orientação de Jesus Cristo, o governador espiritual do orbe que nos serve de moradia entre as múltiplas moradas da Casa do Pai. 

Conforme espíritos superiores nos têm dito — também a nós, os companheiros desencarnados domiciliados nas regiões próximas ao planeta —, Jesus tomou a Terra sob a sua responsabilidade desde quando ela desprendeu-se da nebulosa solar... Foi ele que orientou e que orienta, de Mais Alto, todas as iniciativas que objetivam o progresso da Humanidade. 


Os grandes missionários, quais Rama, Buda, Lao-Tsé, Sócrates e tantos outros que, de tempos em tempos, corporificam- se no orbe terrestre, são seus enviados abrindo caminhos para a vitória do Evangelho. 

Foi ele que dialogou com Moisés em várias oportunidades e o próprio Decálogo pode ser considerado como de sua autoria. Era ele que falava pela boca dos profetas e foi ele ainda que, cumprindo a promessa, providenciou a vinda do Consolador através do Espírito Verdade. 

Entre o Senhor e os homens, no entanto, existem milhares de intermediários, qual se fossem, cada um deles, os degraus de uma imensa escada, cujo ápice abençoado se encontra situado em alguma parte do firmamento estrelado... 

Em todos os reinos da Natureza, existem espíritos que se responsabilizam pelos elementos que os constituem. No reino vegetal, por exemplo, verdadeiro laboratório de experimentos, há espíritos que se entregam à criação de novas espécies de árvores, plantas,  flores e frutos promovendo, com o concurso valioso do tempo, o “cruzamento” das espécies diferentes. Vejamos que, ao lado das espécies em extinção, a Ciência está sempre descobrindo novos tipos de vida vegetal(...) 

Os espíritos, mesmo aqueles que se ocupam dos assuntos humanos mais triviais, submetendo-se ao capricho de quantos lhes evocam a presença, estão cumprindo uma tarefa da qual, na maioria das vezes, eles próprios não suspeitam. Creem estar agindo por si mesmos, quando, na realidade, agem sob o “impulso” da Lei que rege os nossos destinos. 

Quando chega o momento de que algo aconteça, tornamo- nos os “instrumentos” da ação que deve se desencadear. Lembrando o que nos disse Jesus: “... é necessário que venham escândalos; mas ai do homem por quem o escândalo venha”, entendamos que o mal, se corrige quem o recebe, não deixa de voltar-se contra o seu agente, transfigurando-se em bem tanto para um quanto para outro à luz da Lei de Ação e Reação. 

Quando da Codificação da Doutrina, precedendo a falange do Espírito Verdade, vieram os espíritos “batedores” que faziam as mesas girar, promovendo os mais insólitos fenômenos de natureza física. Abertas as “picadas”, os espíritos esclarecidos deram, então, início à tarefa de aplainar os caminhos, contando com o valioso concurso do mestre lionês e tantos outros que lhe secundaram os esforços. 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Evangelho

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