quinta-feira, 9 de maio de 2013

Culto aos mortos

Culto aos mortos
Culto aos mortos

Se alguém guardar a minha palavra, nunca, jamais, provará a morte. — João, 8:52. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o espírito ausente quem o infunde.  Cap. XXIII – item 8, § 2. 


Em memória dos teus mortos queridos, que vivem, não lhes açules as paixões subalternas com oferendas de ordem material. Já não necessitam dos mimos enganadores nem das demonstrações exteriores do mundo da forma. Têm agora outro conceito, compreendem melhor o que foram, como poderiam e deveriam ter sido, e lamentam, se não souberam conduzir a experiência pelas nobres linhas da elevação moral. 

Respeita-lhes a memória, mas desvincula-os das coisas transitórias.

Ama-os, e liberta-os das evocações dolorosas do vaso carnal. 

Ajuda, através da tua valiosa dádiva de amor, os que se demoram ao teu lado experimentando aflições e desesperos. 


Transforma as flores débeis que logo fenecem em pães de esperança, que sustentarão vidas em quase extinção. 

Apaga os círios de parca luminescência e acende a luz da caridade, pensando neles, para que as lâmpadas de misericórdia que coloques em outras vidas possam transformar-se em claridade sublime nas consciências deles. 

Mitiga a sede, diminui a fome, alfabetiza, enseja o medicamento, fomenta a concórdia, distribui a esperança, divulga a paz, recordando aqueles a quem amas e que partiram para o mais além, e chuvas de bênçãos cairão sobre eles, abençoando-te também. 

Não os pranteies em desesperos, não os exaltes em qualidades que não possuem. 

Recorda-os na saudade e mantêm-os na lembrança do carinho, sabendo por antecipação que um dia virá em que jornadearás, também, na direção desse Mundo em que eles se encontram, voltando a estar ao lado deles, sendo feliz outra vez. E como dispões ainda de tempo para preparar a sua viagem de retorno à pátria espiritual, organiza-te emocionalmente, entregando tua vida à providência divina e vivendo de tal forma no corpo que, em chegando o momento da desencarnação, não te detenhas atado às mazelas nem às constrições do vasilhame carnal. 



Autor: Joanna de Ângelis
Do Livro: Florações Evangélicas.

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